
MANAUS. Respondendo a ofício do senador Plínio Valério (PSDB-AM) , o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, marcou para essa segunda-feira as 10:00 horas, reunião virtual com ele e diretores do banco para discutir a possibilidade de aplicação dos recursos do Fundo Amazônia no combate à pandemia da Covid-19, nos nove estados que compõem a Amazônia Legal. No oficio encaminhado essa semana por Plínio a Montezano e ao ministro da Saúde, Nélson Teich, Plínio explicou que os $ 687.310.502,37 hoje em caixa do Fundo, seria um socorro urgente para amenizar a trágica situação da saúde em Manaus e municípios com maior concentração de comunidades indígenas.
Foram designados para participar da reunião com Plínio os diretores do BNDES responsáveis pela gestão dos projetos com recursos do Fundo Amazônia: Júlio Costa Leite, Maurílio Guignoni Dutra, Nabil Moura Kadri, Petrônio Duarte Cançado, Pedro Bruno . As doações de países como Noruega e Alemanha, e da Petrobras, cessaram no início do governo por divergências na gestão dos recursos destinados a preservação das florestas.
Mas de acordo com informações do BNDES em requerimento de Plínio, o Fundo Amazônia conta hoje, em caixa, com o montante de R$687 milhões que seria de grande ajuda para socorrer o Amazonas e estados da Amazônia legal nesse momento de colapso sanitário. Esse montante seria de grande importância para se ampliar a infraestrutura do combate ao coronavírus na Amazônia brasileira, onde as condições sanitárias se mostram extremamente precárias.
_ Fomos ouvidos em nosso pedido de socorro ao BNDES e rogo a Deus que seja possível a utilização desses recursos em ações para levar conforto as famílias que estão vendo seus familiares padecendo com seus doentes de Covid-19 em casa e, nos muitos casos de perdas, não tem nem como enterrar seus mortos em função do colapso hospitalar e funerário no Amazonas . Estou confiante que seremos atendidos _ disse Plínio.
No ofício encaminhado ao BNDES, Plínio citou o caos vivido por Manaus e relatado pelo prefeito ,Arthur Virgílio Neto, na carta enviada a líderes internacionais dos países que compõem o G20. “A Amazônia vive um caos sanitário provocado pelo novo coronavírus: falta pessoal médico, alguns hospitais armazenam corpos em caminhões frigoríficos, e os cemitérios começam a abrir valas comuns para atender a uma demanda crescente”. Na sua expressão, “é um quadro em vida de um filme de horror e a situação não é de emergência, é de calamidade absoluta”.
Ao pedir socorro ao BNDES em relação aos recursos do Fundo Amazônia, Plínio diz:
“É nessas condições que solicito a aplicação dos recursos do Fundo Amazônia nas medidas de prevenção e combate à infecção que faz tantas vítimas em nossa região. Sabemos que os contratos originais que garantem recursos ao Fundo se vinculam ao combate ao desmatamento e a projetos de uso sustentável do bioma. Esses conceitos envolvem, claramente, a população amazônica, a grande responsável pela preservação da floresta. Lembro, a propósito, que em meu estado, o Amazonas, 93% da cobertura original está preservada. Isso se deve à população que, agora, se vê ameaçada pela Covid-19 e pela carência de infraestrutura de saúde para enfrentá-la”.
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