
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas decidiu encerrar as operações de procura pelos cinco ocupantes da lancha Lima de Abreu XV que permanecem não localizados desde o naufrágio registrado no Encontro das Águas, em 13 de fevereiro. A corporação justificou a interrupção com base no fato de que todos os métodos de varredura disponíveis foram integralmente empregados na área sem sucesso.
A tragédia, que completará cinco meses na próxima semana, deixou um saldo de três óbitos confirmados e 71 pessoas que conseguiram sobreviver ao acidente. Os desaparecidos pertencem a um único núcleo familiar: Raimundo Francisco de Assis, Maria Goreth de Assis, Aline de Assis, Luziane de Assis e o pequeno Calebe de Assis, filho de Luziane.
As equipes de resgate atuaram de forma ininterrupta por mais de 30 dias e, depois desse período, passaram a realizar varreduras periódicas duas vezes por semana até o final do mês de junho. Para as buscas, foram empregados equipamentos como sonares e drones com câmeras, utilizados no mapeamento do fundo do rio. Os bombeiros salientaram que a operação poderá ser retomada caso novas pistas ou indícios surjam no futuro.
Com o fim das buscas, os familiares das vítimas agora buscam obter a certidão de sinistro, documento necessário para dar entrada no processo judicial que reconheça a morte presumida dos entes queridos.
A embarcação afundou logo após deixar Manaus com destino a Nova Olinda do Norte, em uma região marcada por forte correnteza e ondas formadas pelo encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Conforme depoimentos de sobreviventes, o piloto teria sido advertido sobre a velocidade excessiva diante das condições adversas do rio momentos antes de a lancha vir a pique.
O naufrágio mobilizou não apenas as forças oficiais, mas também embarcações particulares que se dirigiram ao local para auxiliar nos resgates em meio ao desespero generalizado. A comoção nacional se intensificou com a história de um recém-nascido de apenas cinco dias, que foi mantido em segurança dentro de uma caixa térmica até ser resgatado.
A Marinha do Brasil prossegue com as investigações para determinar as causas do acidente e as respectivas responsabilidades.
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