Manaus, 22/07/2026

Amazonas

BOSQUE DA CIÊNCIA OFERECE MAIS DE 70 ATIVIDADES E ENTRADA GRATUITA NESTE SÁBADO E DOMINGO

Aniversário do Bosque Da Ciência Foto: Werica Lima/INPA
Aniversário do Bosque Da Ciência Foto: Werica Lima/INPA
06/04/2019 08h00

Com programação especial e entrada gratuita, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) deu início na última terça-feira (02) à Semana de Aniversário de 24 anos do Bosque da Ciência, o espaço de visitação do Instituto, localizado na rua bem-te-vi, s/nº, Petrópolis, zona Sul de Manaus. Visitas guiadas, jogos, exposições educativas e tecnológicas e apresentação cultural com as bandas Planetarium e Selva Madre continuam até domingo (07).

Inaugurado em 1º de abril de 1995, hoje o bosque é importante instrumento para o desenvolvimento de projetos e ações de educação ambiental, cultural, popularização da ciência e destino turístico da cidade. O projeto Circuito da Ciência, no qual as escolas participam no Bosque de uma “aula a céu aberto” com visitas guiadas a estandes, oficinas e atrativos, é uma das ações de sucesso, que também completou 20 anos no último dia 1º.

“Essas atividades cumprem um papel de contato das crianças e jovens com a ciência, com a natureza e questões ambientais”, destacou a coordenadora de Extensão do Inpa, Rita Mesquita. “A pauta passa também por questões centrais para a convivência humana, como padrão de consumo, origem das coisas, e também por uma ética diferenciada de reconhecimento de valor, como dos serviços ambientais que a natureza presta, entre eles a estabilidade do clima, que ninguém paga por eles e que todo mundo se beneficia”, completou.

Neste sábado haverá apresentação cultural com as bandas instrumentais Planetarium e Selva Madre, das 9h30 às 10h30, e das 15h às 16h30, respectivamente, na área da Ilha da Tanimbuca. Atualmente o Bosque da Ciência recebe uma média de 120 mil visitantes por ano.

Temos uma média de seis atividades por dia em cada turno e a presença de grupos familiares, visitantes em geral, em pleno dia útil, o que é muito positivo, além de escolas. Isso mostra que o Bosque é um destino de lazer e conhecimento para todos os grupos”, ressaltou o coordenador do Bosque, Alexandre Buzaglo.

Programação do fim de semana

Novidades

Atualmente, a Casa da Ciência, que é um dos atrativos mais visitados do Bosque da Ciência, está fechada para reforma e modernização do acervo e estrutura. A previsão é que o espaço seja aberto ao público em junho deste ano.

O Bosque também tem recebido outras novidades como o aplicado em 3D Trilha Animal, que permite mais interação e informações qualificadas sobre sete animais (peixe-boi, ariranha, jacaré, poraquê, preguiça, cotia e macaco). O sistema foi desenvolvido pelo Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia, em parceria com o Inpa.

Outra novidade que será lançada em breve é o Giulia Mão que Falam, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em parceria com a Startup Map Innovation e o Inpa. Baseado em inteligência artificial, o aplicativo oferecerá um roteiro inclusivo para as pessoas surdas, rompendo as barreiras e dando acesso aos espaços público de lazer e turismo.

Jacarés e quelônios

Interessados na Visita Guiada ao Viveiro de Jacarés, cerca de 20 alunos do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) Zona Leste de Manaus do curso pós-Médio de Recursos Pesqueiros conheceram a ecologia do animal, como vivem e comem, e a importância dos jacarés para o ecossistema, como controladores de pragas urbanas (ratos). A visita dos alunos contou a supervisão da professora do Ifam da disciplina Manejo de Quelônios e Jacarés, Kilma Neves.

No Inpa, são encontradas três espécies. O jacaré-açu, um dos maiores jacarés do Brasil com o macho podendo chegar a 5m de comprimento; o jacaré-tinga, um jacaré um pouco menor que vive na cidade próximo aos igarapés e pode ter até cerca de 3m e o jacaré-coroa, o mais comum em Manaus, com o macho chegando a 2,70m.

Saiba Mais

O Bosque da Ciência foi inaugurado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso no dia 1º de abril e o espaço de visitação do Inpa marcou a abertura das portas da Instituição para a sociedade. Na época havia uma forte pressão urbana sobre esse fragmento florestal e a necessidade de socializar com o público o conhecimento produzido no Inpa, uma referência mundial nos estudos da biodiversidade e dos ecossistemas amazônicos. A residência do diretor foi transformada em Casa da Ciência, dando início ao Bosque.

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