Manaus, 05/06/2026

Esportes

Bruno Henrique, do Flamengo, é indiciado pela PF por suposto esquema de apostas

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
16/04/2025 11h10

A Polícia Federal (PF) indiciou, na segunda-feira (14), o atacante do Flamengo, Bruno Henrique, e outras 10 pessoas por envolvimento em um esquema de fraude em competição esportiva.

O jogador foi apontado como participante direto de um esquema de apostas relacionado ao recebimento proposital de cartão amarelo durante uma partida do Campeonato Brasileiro de 2023 contra o Santos.

Segundo a PF, o indiciamento é baseado em mensagens encontradas no celular do irmão do jogador, Wander Nunes Pinto Júnior. Em uma conversa do dia 29 de agosto, Wander questiona Bruno Henrique sobre sua situação de cartões no campeonato, sugerindo conhecimento prévio da intenção de receber um cartão amarelo, o que reforça a suspeita de manipulação.

Durante a investigação, foram analisadas quase 4 mil mensagens no WhatsApp do jogador. Muitas estavam apagadas ou vazias, o que levantou suspeitas de que ele tenha tentado apagar provas. A PF acredita que Bruno Henrique tenha repassado informações sobre o jogo ao irmão, facilitando as apostas.

O esquema envolvia dois grupos. O primeiro era formado por familiares de Bruno Henrique:

Wander Nunes Pinto Júnior (irmão) – apostou R$ 380,86 e teve retorno de R$ 1.180,67.

Ludymilla Araújo Lima (cunhada) – apostou em duas plataformas, obtendo lucros de R$ 1.180,67 e R$ 1.425,00.

Poliana Ester Nunes Cardoso (prima) – apostou R$ 380,86, com retorno de R$ 1.180,67.

O segundo grupo era formado por seis apostadores independentes, sem vínculo familiar direto com o jogador, mas também investigados por participação no esquema.

Veja a nota do Flamengo sobre o caso:

“O Flamengo não foi comunicado oficialmente por qualquer autoridade pública acerca dos fatos que vêm sendo noticiados pela imprensa sobre o atleta Bruno Henrique. O clube tem compromisso com o cumprimento das regras de fair play desportivo, mas defende, por igual, a aplicação do princípio constitucional da presunção de inocência e o devido processo legal, com ênfase no contraditório e na ampla defesa, valores que sustentam o estado democrático de direito”.

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