Manaus, 05/06/2026

Justiça

Caso Djidja: STJ nega revogação de prisão de Hatus Silveira e mantém cautelares de Verônica Seixas

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
02/10/2025 22h00

O pedido para revogar a prisão preventiva de Hatus Moraes Silveira foi negado, e as medidas cautelares impostas a Verônica da Costa Seixas seguem mantidas, no âmbito das investigações sobre a morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso. A decisão é do ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo o magistrado, embora o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) tenha anulado a condenação anterior por cerceamento de defesa, os desembargadores não apreciaram os fundamentos da prisão preventiva. Dessa forma, caberá ao juiz de primeira instância reavaliar se as prisões e as restrições devem ser mantidas, com decisão fundamentada e em prazo razoável. Entre as obrigações, permanece o uso de tornozeleira eletrônica por Verônica da Costa Seixas.

No dia 22 de setembro, a defesa de Cleusimar de Jesus Cardoso e Ademar Farias Cardoso Neto — mãe e irmão de Djidja — anunciou a nulidade processual reconhecida em primeira instância, com determinação para refazer o processo. Os advogados afirmam que laudos das substâncias apreendidas foram anexados tardiamente, sem tempo para manifestação, e apontam quantidades ínfimas de cetamina, argumento usado para sustentar que seriam usuários, e não traficantes. A defesa informou que protocolará pedidos de Habeas Corpus no STJ em favor dos familiares.

As investigações da Polícia Civil, conduzidas pelo delegado Cícero Túlio, identificaram uma seita religiosa fundada pela família Cardoso, que induzia funcionários de uma rede de salões ao uso de cetamina e Potenay, ambos de uso veterinário. Cleusimar e Ademar foram indiciados por homicídio, tráfico de drogas, tortura e outros 12 crimes. O grupo contaria com o namorado de Djidja, Bruno Rodrigues, e funcionários como Claudiele Santos da Silva, Verônica da Costa Seixas e Marlisson Vasconcelos Dantas.

De acordo com a polícia, havia planos para montar uma clínica veterinária que facilitasse o acesso às drogas e criar uma comunidade para manter as atividades da seita. Hatus Silveira foi apontado como elo com fornecedores, entre eles José Máximo, Sávio e Roberleno. A apuração concluiu que Djidja foi vítima de tortura praticada pela própria mãe, o que resultou em sua morte, em 28 de maio, por depressão cardiorrespiratória; parte das agressões foi gravada em vídeo. Bruno Rodrigues teve a prisão temporária convertida em preventiva após provas no celular indicarem participação na gestão da seita.

Os indiciados respondem por crimes como tráfico e associação para o tráfico, aborto sem consentimento, estupro de vulnerável, curandeirismo, sequestro e cárcere privado, além de tortura com resultado morte. A Operação Mandrágora segue apurando o funcionamento da seita e o fornecimento das substâncias que teriam levado à morte de Djidja.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Portal do Generoso
Visão Geral de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.