
Mais de 700 quilos de skunk foram apreendidos nas proximidades da comunidade do Tupé, na zona rural da capital amazonense. As embalagens exibiam imagens estilizadas de figuras vestidas com trajes de freiras, usando óculos escuros, correntes douradas e estampa similar à da grife de luxo ‘Louis Vuitton’. A abordagem terminou em confronto e na morte de suspeitos que reagiram à intervenção policial.
O lote apreendido chamou a atenção dos investigadores por trazer selos gerados por inteligência artificial (IA) impressos nos pacotes. As embalagens exibiam imagens estilizadas de figuras vestidas com trajes de freiras, usando óculos escuros, correntes douradas e estampa similar à da grife de luxo ‘Louis Vuitton’.
Segundo o Secretário de Segurança Pública do Amazonas, Coronel Paiva, a padronização das mídias serve como assinatura das facções.
“É justamente para identificar o consórcio, a quem pertence esse entorpecente. Então, eles fazem consórcio para trazer esses entorpecentes para passar pelos nossos rios e fazer a distribuição.”
De acordo com o coordenador do Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), Juan Valério, os suspeitos que transportavam a droga tentaram escapar e atacaram os agentes a tiros.
“Eles não só empreenderam fuga, como atentaram contra a vida dos policiais, atirando em direção às nossas lanchas. Foi iniciado o confronto e, infelizmente, esses indivíduos vieram a óbito” informou Valério.
O coordenador explicou que a tecnologia militar foi decisiva para conter o ataque na escuridão dos rios. As equipes utilizaram equipamentos optrônicos de alta precisão, incluindo binóculos de visão noturna e sistemas de visão termal, o que permitiu localizar e neutralizar os alvos sem que as lanchas policiais fossem atingidas.
A apreensão na comunidade do Tupé soma-se a uma série de interceptações realizadas pelas forças de segurança no estado ao longo da mesma semana. O delegado-geral da Polícia Civil, Bruno Fraga, destacou o volume e o impacto financeiro das ações recentes.
“Em basicamente três dias, apreendemos 3,2 toneladas de entorpecentes, sendo 2,5 toneladas de cocaína — um prejuízo de aproximadamente R$ 190 milhões aos narcotraficantes — e agora 700 kg de skunk, o que soma mais R$ 14 milhões de dano a esses criminosos.”
Ao avaliar os resultados operacionais, o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Klinger, reforçou que o cerco ao crime fluvial continuará intenso:
“São mais de 3 toneladas apreendidas em poucos dias e um prejuízo acumulado de mais de R$ 200 milhões ao crime organizado. Isso demonstra que as forças de segurança, coordenadas pelo Coronel Paiva e seguindo determinação do governador Roberto Cidade, estão intensificando o combate e trazendo mais segurança para o povo do Amazonas.”
A estratégia das forças estaduais prevê a manutenção contínua de bases fluviais estratégicas, o uso de embarcações blindadas e o cruzamento de dados de inteligência para monitorar as rotas fluviais utilizadas pelo narcotráfico na Região Amazônica.
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