Manaus, 21/07/2026

Política

Daniel Noboa vence candidata de esquerda e é eleito no Equador

. QUITO (ECUADOR), 15/10/2023.- El candidato Daniel Noboa, habla con la prensa, tras ganar las elecciones presidenciales 2023 hoy, en Olon provincia de Santa Elena (Ecuador). El joven empresario Daniel Noboa se proclamó este domingo como el ganador de las elecciones presidenciales extraordinarias de Ecuador al imponerse en la segunda vuelta a Luisa González, la candidata presidencial del correísmo para esta contienda. EFE/Mauricio Torres
. QUITO (ECUADOR), 15/10/2023.- El candidato Daniel Noboa, habla con la prensa, tras ganar las elecciones presidenciales 2023 hoy, en Olon provincia de Santa Elena (Ecuador). El joven empresario Daniel Noboa se proclamó este domingo como el ganador de las elecciones presidenciales extraordinarias de Ecuador al imponerse en la segunda vuelta a Luisa González, la candidata presidencial del correísmo para esta contienda. EFE/Mauricio Torres
16/10/2023 20h45

O jovem empresário Daniel Noboa foi proclamado vencedor das eleições presidenciais extraordinárias realizadas neste domingo (16) no Equador, depois de vencer o segundo turno contra Luisa González, candidata de esquerda aliada do ex-presidente Rafael Correa.

Quando 90,23% dos votos haviam sido apurados, Noboa liderava com 52,29%, contra 47,71% de González, uma vantagem de 4,58 pontos percentuais que a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Diana Atamaint, declarou “irreversível”.

Essas porcentagens significam que o candidato de centro-direita obteve 4.855.586 votos contra os 4.429.850 votos do candidato da Revolução Cidadã, o movimento político liderado pelo ex-presidente Rafael Correa (2007-2017).

Aos 35 anos, Noboa, que concorreu pela aliança Ação Democrática Nacional (ADN), tornou-se o presidente eleito mais jovem da história do Equador. Já González, da Revolução Cidadã, tentava ser a primeira mulher a vencer uma eleição presidencial no país.

Cerca de 82% dos mais de 13,4 milhões de equatorianos que estavam habilitados a ir às urnas neste domingo o fizeram, em uma jornada de votação que transcorreu normalmente e sem incidentes graves, de acordo com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e a missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Noboa, empresário e ex-deputado, herdeiro de uma das famílias mais ricas do Equador, chega à cadeira presidencial à qual seu pai, o magnata do setor bananeiro Álvaro Noboa, que concorreu à presidência cinco vezes durante sua carreira política, não conseguiu se sentar.

Ele assumirá a Presidência do Equador para o período 2021-2025 e completará o mandato do atual presidente, o conservador Guillermo Lasso, que optou por deixar o cargo antecipadamente aplicando a chamada “morte cruzada” em maio.

Com esse mecanismo constitucional, Lasso forçou o processo eleitoral extraordinário ao dissolver a Assembleia Nacional (Parlamento) quando ela, controlada por uma oposição liderada por aliados de Rafael Correa. Noboa venceu as eleições com uma proposta focada na juventude e na criação de empregos e oportunidades, mas também no enfrentamento da crise de segurança.

O país vive seu pior período de violência, com aumento de 5,8 para 25,62 homicídios por 100 mil habitantes nos últimos cinco anos até o fim de 2022, o que representa a maior taxa desde que os registros começaram. Isso se deve ao aumento da atuação de máfias principalmente dedicadas ao tráfico de drogas, já que o Equador se tornou um centro para o tráfico global de cocaína.

Essas eleições foram as mais violentas da história do país, sendo o episódio mais grave o assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio, morto a tiros do lado de fora de um comício eleitoral em Quito, 11 dias antes do primeiro turno, em 20 de agosto.

O novo presidente também terá entre seus desafios o déficit econômico, que está crescendo diante da redução das receitas neste ano devido à queda nos preços do petróleo, um dos principais pilares da economia equatoriana, que também pode ser atingido pelo fenômeno climático El Niño previsto para o final do ano.

Outro desafio será conseguir a governabilidade que Lasso não conseguiu, pois Noboa terá de lidar com uma Assembleia Nacional em que o correísmo será novamente a principal força, embora não tenha maioria absoluta.

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