
Duas armas do ex-presidente Jair Bolsonaro listadas para apreensão não foram localizadas sob a sua custódia, foi o que informou Batalhão de Polícia do Exército de Brasília ao ministro do Supremos Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Os itens que não se encontram no batalhão são uma pistola Glock 9mm e uma espingarda da marca Maestro Arms Company, de calibre 12.
Em ofício, a institutição esclareceu que os outros armamentos — que incluem modelos das marcas Taurus, Springfield Armory, Arex e SIG-Sauer — citados na decisão judicial já foram entregues à Superintendência da Polícia Federal.
Já a defesa de Bolsonaro enviou um comunicado a Moraes que a espingarda Maestro Arms Company foi um presnete recebido pelo ex-presidente, mas “não chegou a ser retirado das dependências de uma empresa de produtos bélicos em Caxias do Sul (RS)”.
Na decisão, Moraes revogou o porte de arma de Bolsonaro, cancelou o Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e determinou a apreensão de todo o arsenal, que inclui pistolas Taurus, Glock, SIG Sauer e Caracal, além de carabinas, fuzis de calibres 5.56 e 7.62 e espingardas calibre 12.
O ministro também manteve Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária. Apesar da investigação aberta após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 mm de propriedade do ex-presidente durante uma blitz, Moraes concluiu que não houve falta grave que justificasse a revogação da medida, entendimento acompanhado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
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