Manaus, 05/06/2026

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Desigualdade no Parto: estudo da Fiocruz revela barreiras no acesso à maternidade

Desigualdade no Parto: estudo da Fiocruz revela barreiras no acesso à maternidade - Foto: Divulgação/Agencia Brasil
Desigualdade no Parto: estudo da Fiocruz revela barreiras no acesso à maternidade - Foto: Divulgação/Agencia Brasil
13/02/2025 17h07

Um estudo recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou uma preocupante desigualdade no acesso ao parto hospitalar no Brasil.

A pesquisa aponta que fatores como renda, escolaridade e localização geográfica influenciam diretamente na qualidade e disponibilidade do atendimento às gestantes, afetando principalmente mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Desigualdade no parto regionais e sociais

O levantamento mostra que mulheres de regiões mais pobres enfrentam maiores dificuldades para conseguir internação em hospitais no momento do parto. Em áreas rurais e periferias de grandes cidades, a distância até uma maternidade e a precariedade dos serviços de saúde tornam o acesso ainda mais desafiador.

Além disso, o estudo destaca que gestantes com menor nível de escolaridade e baixa renda são as mais impactadas pela falta de infraestrutura hospitalar, muitas vezes precisando percorrer longas distâncias ou enfrentando filas para conseguir atendimento adequado.

Impactos na saúde materna e neonatal

As barreiras no acesso ao parto hospitalar têm consequências graves para a saúde materna e neonatal. A demora no atendimento pode aumentar os riscos de complicações durante o parto, elevando as taxas de mortalidade materna e infantil, além de dificultar a realização de procedimentos médicos essenciais.

A pesquisa também identificou disparidades na qualidade do atendimento, com algumas pacientes recebendo menos assistência humanizada e tendo menor acesso a analgesia e outros recursos que garantem um parto seguro e digno.

Possíveis soluções e políticas públicas

Diante dos dados alarmantes, especialistas reforçam a necessidade de investimentos na ampliação da rede hospitalar, especialmente em regiões mais carentes. A Fiocruz sugere medidas como a descentralização dos serviços de maternidade, aprimoramento da capacitação profissional e fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde da mulher.

A pesquisa acende um alerta para a urgência de ações governamentais que garantam a equidade no atendimento às gestantes, assegurando que todas as mulheres, independentemente de sua condição socioeconômica, tenham acesso a um parto seguro e de qualidade.

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