Manaus, 20/07/2026

Polícia

Dupla é condenada a mais de 24 anos de prisão após decapitar mototaxista no AM

Dupla é condenada a mais de 24 anos de prisão após decapitar mototaxista no AM - Foto: Divulgação/SSP/AM
Dupla é condenada a mais de 24 anos de prisão após decapitar mototaxista no AM - Foto: Divulgação/SSP/AM
11/02/2025 18h04

José Manoel Celes Cubillos e Júnior Salvador Lemos foram condenados na segunda-feira (10), a 24 anos e nove meses de prisão em regime fechado, em sentença condenatória proferida pelo juiz de direito titular da 1.ª Vara de Tabatinga (AM), Edson Rosas Neto.

José e Júnior foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de latrocínio consumado, associação criminosa, ocultação de cadáver, vilipêndio a cadáver e corrupção de menores (haja vista a participação de três adolescentes, duas das quais, inclusive, tiveram o papel de atrair a vítima ao local do crime).

O crime do mototaxista no AM

De acordo com a denúncia do MP, em 15 de setembro de 2023, por volta das 12h, José Manoel Celes Cubillos e Júnior Salvador Lemos subtraíram uma motocicleta mediante violência e ameaça utilizando-se faca e terçado e, em seguida, mataram Marcos Paulo Cauache Samias, que atuava na cidade como mototaxista.

Após matarem a vítima e subtraírem os seus pertences, os acusados a decapitaram, vilipendiando seus restos mortais e gravando a ação em vídeo com uso de celular. Dois dias depois, em 17 de setembro, buscando se livrar das provas, escavaram um buraco no quintal da residência onde viviam, enterraram e ocultaram o cadáver da vítima.

Em fase de inquérito policial, um dos adolescentes informou que havia combinado praticar um roubo de motocicleta e que, no local, renderam a vítima, já desferindo golpes de faca, o que foi causa suficiente para a morte. O adolescente alegou que, após a vítima desfalecer, os acusados o teriam identificado como integrante de uma facção criminosa e por isso teriam decidido amputar a cabeça da vítima.

Segundo os autos, José Manoel e Júnior Salvador confessaram a prática do delito durante a fase extrajudicial (no interrogatório policial). Mas, no interrogatório em Juízo, negaram a autoria dos crimes.

O caso gerou grande revolta na população da cidade, inclusive com protestos pedindo mais segurança no Município.

*Com informações assessoria

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