
As autoridades das Maldivas confirmaram nesta segunda-feira (18) a localização dos corpos de cinco mergulhadores italianos que morreram após uma expedição no Atol de Vaavu, na semana passada. As vítimas faziam parte de um grupo de turistas que participava de uma atividade de mergulho quando desapareceram em uma caverna subaquática de difícil acesso.
Segundo o governo local, o corpo do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti foi encontrado inicialmente na entrada da caverna, levando as equipes de resgate a intensificar as buscas na região mais profunda do local. Posteriormente, foram localizados os corpos de Monica Montefalcone, pesquisadora da Universidade de Gênova; sua filha, Giorgia Sommacal; o biólogo marinho Federico Gualtieri; e a cientista Muriel Oddenino.
As operações de resgate enfrentaram condições extremas, incluindo fortes correntes marítimas, baixa visibilidade e profundidade de cerca de 70 metros. Um militar das forças de defesa das Maldivas também morreu durante as buscas, após sofrer complicações relacionadas à descompressão.
De acordo com as autoridades, equipes internacionais especializadas em mergulho profundo foram acionadas para auxiliar na operação, que precisou ser interrompida e retomada ao longo dos dias devido ao alto risco.
O governo das Maldivas informou que a recuperação dos corpos será feita em etapas, enquanto investiga as circunstâncias do acidente e a possível violação de limites de segurança durante o mergulho.
As investigações também apuram se o grupo ultrapassou a profundidade permitida para mergulho recreativo na região, o que pode ter contribuído para a tragédia.
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