Manaus, 25/07/2026

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Entregador morre após receber substância de limpeza durante hemodiálise no RJ

Entregador morre após receber substância de limpeza durante hemodiálise no RJ
09/09/2025 12h15

Manaus (AM) – O entregador Bruno Rodrigues Ventura dos Santos, de 29 anos, morreu na tarde desta segunda-feira (8), após permanecer 18 dias em coma por complicações causadas durante uma sessão de hemodiálise em uma clínica particular conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS), no município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

De acordo com a família, Bruno foi contaminado por ácido peracético, uma substância utilizada para limpeza das máquinas de hemodiálise, que teria sido aplicada por engano durante o procedimento. O caso ocorreu no dia 20 de agosto e está sendo investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

“Ele teve uma infecção muito grave e não resistiu”, disse Márcio Luiz dos Santos, pai da vítima, em entrevista ao portal G1.

A informação preliminar, prestada pela família à polícia, aponta que o diretor técnico da clínica teria admitido a falha durante conversa com os parentes de Bruno. O caso, que inicialmente foi registrado como lesão corporal por imperícia médica, deve agora ser reclassificado para homicídio culposo, em razão do óbito.

Investigação e responsabilidade

O erro ocorreu em uma clínica privada com atendimento conveniado ao SUS. A substância que teria causado a contaminação, o ácido peracético, é usada para desinfecção dos equipamentos de hemodiálise, mas não pode ter contato direto com o paciente. Ainda não se sabe em que momento o produto foi injetado ou quem foi o responsável direto pela aplicação.

A Polícia Civil do RJ investiga o caso e aguarda laudos periciais para confirmar as causas da morte. A Secretaria de Saúde e o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.

Repercussão

A morte de Bruno Rodrigues Ventura gerou comoção e indignação nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a qualidade e fiscalização dos serviços prestados por clínicas particulares conveniadas ao SUS, especialmente em procedimentos de alto risco como a hemodiálise.

Familiares exigem justiça e responsabilização dos envolvidos.

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