
OEscritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) abriu uma investigação para avaliar se cerca de 60 países, entre eles o Brasil, possuem medidas suficientes para impedir a exportação de produtos feitos com trabalho forçado.
Segundo o órgão, o objetivo é verificar se a falta de ações mais rigorosas contra esse tipo de prática pode gerar concorrência desleal e prejudicar trabalhadores e empresas dos Estados Unidos.
A investigação inclui grandes parceiros comerciais dos EUA, como China, países da União Europeia, México, Canadá, Reino Unido e Israel, além de várias nações da América Latina.
De acordo com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a análise busca entender se governos estrangeiros estão fazendo o suficiente para bloquear a entrada ou exportação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
A investigação será conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, legislação que permite ao governo americano investigar práticas consideradas desleais no comércio internacional. Caso sejam identificadas falhas nas políticas desses países, Washington poderá aplicar tarifas adicionais ou outras restrições comerciais.
O USTR informou que os governos dos países citados já foram notificados. Audiências públicas estão previstas para 28 de abril, quando autoridades e representantes interessados poderão apresentar argumentos sobre o tema.
Relatórios desse tipo fazem parte do sistema americano de monitoramento de práticas comerciais globais e podem influenciar futuras decisões de política econômica e relações comerciais entre os países.
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