
Desde terça-feira, 24, a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), está fazendo um mutirão de cirurgia plástica em em pacientes em tratamento de câncer de mama. A ação segue até esta quarta-feira, 25, e é realizada por médicos de várias regiões do País. O grupo de especialistas também está em Manaus para participar de um congresso e na oportunidade resolveu realizar a ação social para a reconstruções mamárias das mulheres amazonenses.
Congresso Norte-Nordeste de Cirurgia Plástica
A partir desta quinta-feira, 26, até o próximo sábado, 28, acontece na capital amazonense o Congresso Norte-Nordeste de Cirurgia Plástica, que vai reunir médicos de vários Estados do Brasil, como Pará, Minas Gerais, São Paulo, além do Amazonas. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica nacional e local resolveu fazer a ação na FCecon.
Dez cirurgiões plásticos estão se revezando nas reconstruções mamárias de seis pacientes da FCecon, utilizando a estrutura do centro cirúrgico da Fundação, além dos profissionais locais que também estão atuando. O mutirão é coordenado pelo cirurgião plástico da Fundação, Roberto Alves Pereira, e terá procedimentos de colocação de prótese, reconstrução do complexo aréolopapilar e de simetrização para que as pacientes fiquem com mamas simétricas.
As pacientes passaram pelos processos de mastectomia, que é a retirada de uma ou das duas mamas, além de quimioterapia e radioterapia e serão submetidas à reconstrução tardia, ou seja, depois de terminado o tratamento. As pacientes estão nos cinco anos de acompanhamento, até possivelmente receberem a alta oncológica. A maioria tem mais de 40 anos, faixa etária de maior incidência do câncer de mama.
Autoestima – A recuperação da autoestima é um dos principais ganhos da ação, na avaliação da gerente do setor de Mastologia da FCecon, Hilka Espírito Santo. “Quando a gente oferece a reconstrução, a gente está devolvendo a essa paciente a sexualidade, o contorno corporal. A gente devolve um pouco da vida que ela perdeu ao retirar essa mama, que é uma cirurgia grande, uma mutilação. Isso melhora a autoestima, muitas melhoram a vida sexual, a vida do trabalho, o dia a dia delas é com certeza bem melhor”, afirma a mastologista.
Apesar do mutirão ocorrer durante dois dias, as pacientes devem passar por outros procedimentos plásticos na mama, uma vez que o processo é longo. Mulheres que passam pela simetrização, por exemplo, fazem até três cirurgias na mama até que os cirurgiões alcancem o resultado de simetria.
As pacientes, além de fazerem a reconstrução mamária, serão acompanhadas pelo cirurgião plástico da FCecon e demais setores depois do pós-operatório, como Psicologia e Fisioterapia.
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