
O novo coronavírus mudou a rotina dos brasileiros e do restante do mundo. Para evitar o avanço da doença, recomenda-se que todos fiquem em casa e evitem aglomerações. Por isso, o comércio na maior cidade do país fechou, shows foram adiados e até a produção de novelas, séries e filmes está paralisada. Os sonhos de muitos “pombinhos” também foram prejudicados pela covid-19: casamentos são cancelados ou ganham novas datas às vésperas da comemoração, frustrando os planos dos noivos.
Apesar de se tratar de uma causa coletiva, o prejuízo dessas pessoas é financeiro e emocional. Casais como João Eduardo e Thais Bianchi, de São Paulo, lidam com o estresse (e a dor de estômago) de ver uma festa que foi organizada ao longo de um ano ir por água abaixo. “Pagamos o pato da pandemia”, dispara o empresário. A advogada Laura Pimentel, que diria “sim” em Cancún, no México, se preocupa com seus 84 convidados, mas lamenta o adiamento da comemoração para dezembro.
Já os cariocas Carlos Pessanha e Fernanda Santoro se consideram sortudos por já terem curtido a lua de mel no Ceará em janeiro. Porém o adiamento da festa e das obras de um apartamento comprometeram a vida a dois.
Conheça a história de três casamentos que foram prejudicados pelo coronavírus:
O casamento dos empresários João Eduardo Dmitruk Veiga, de 31 anos, e Thais Bianchi, 26, seria “a cara” deles, bem divertido. Eles iam comemorar a união com uma festança para 200 pessoas na Sociedade Hípica Paulista nesta sexta-feira (20) com direito à celebração do humorista Maurício Meirelles, apresentação do DJ Kasino (que é meme nas redes sociais) e uma garrafa de champanhe para cada convidado. “Vou ter que beber, não posso guardar”, brinca o noivo que ri para não chorar com o casório que foi cancelado. Os “pombinhos” também contrataram animadores anões para entreter os familiares e amigos.
Veiga conta que passou um ano planejando a festa com a amada e que desembolsaram por volta de R$ 300 mil para realizar o sonho de dizer “sim” no clube do qual sempre foi sócio. Thais sente a dor do transtorno no bolso e no corpo: ela está sofrendo de gastrite nervosa depois de investir 12 meses de salário nessa “brincadeira séria”. O casal pagou tudo antecipadamente e, hoje, tenta o reembolso com os fornecedores. “Quero reaver o dinheiro. Quando acaba a pandemia? Eu não sei. Prefiro ter o dinheiro na minha conta porque está tudo muito imprevisível e não queremos sofrer mais”, diz o empresário.
Mesmo com a crise da covid-19, a ideia não era cancelar o casamento. Foi a Hípica Paulista que informou o casal na última quarta-feira (18) de que não seria possível realizar a festa neste momento. “Estávamos na linha de chegada, mas entendo perfeitamente a decisão, é o correto a se fazer. É um momento de humanidade, mas quem pagou o pato de uma pandemia fomos nós”, declara Veiga. A instituição vai devolver o dinheiro do aluguel do espaço para João Eduardo e Thais.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.