
Na tarde da última sexta-feira (10), um vídeo chocante e desumano tomou conta da internet, gerando grande comoção e revolta em boa parte da população brasileira: em Sinop, cidade do Mato Grosso, um empresário foi filmado agredindo um homem que pedia ajuda na rua, após atraí-lo em direção ao seu carro fingindo que o ajudaria.
Tal logo a gravação caiu nas redes sociais, diversas pessoas se propuseram a verdadeiramente ajudá-lo, em uma ‘corrente do bem’ capaz de renovar nossas esperanças em dias melhores. Em meio a tantos engajamentos solidários, no entanto, um se destacou em específico: Juninho Pernambucano, ídolo do Vasco e um dos grandes nomes do nosso futebol nos anos 90 e 00. O ex-jogador entrou em contato com um advogado e, além de representação jurídica garantida ao homem agredido, também custeará sua recuperação pelo tempo que for necessário.
Ao tratar a questão da dependência química com tanta humanidade e se envolver diretamente em um caso de evidente injustiça social, Juninho reforça como sua grandeza transcendia e sempre transcenderá as quatro linhas. Reforça, também, como o futebol e seus personagens podem ter uma ‘influência do bem’ na sociedade: em tempos tão difíceis e sombrios como estes de pandemia de coronavírus, diversos atletas, comumente taxados de ‘desconectados’ à realidade brasileira, estão usando seu alcance/condições para ajudar comunidades e pessoas menos favorecidas. Empatia e pensar no outro como seu igual, esse é o caminho para vivermos em uma sociedade menos egoísta e cruel.
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