Manaus, 05/06/2026

Política

Gilmar Mendes se desculpa por citar homossexualidade como “ofensa”

Gilmar Mendes se desculpa por citar homossexualidade como “ofensa”
24/04/2026 11h30

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou suas redes sociais na noite desta quinta-feira (23) para se retratar publicamente. O magistrado admitiu ter errado ao citar a homossexualidade como um exemplo de conteúdo injurioso durante uma entrevista concedida ao portal ‘Metrópoles’.

A polêmica surgiu à tarde, quando Gilmar comentava os limites da sátira contra autoridades. Ao citar o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o ministro questionou se Zema não se sentiria ofendido caso fosse representado como um “boneco homossexual”.

Após a repercussão negativa da analogia, o ministro publicou um pedido de desculpas no X (antigo Twitter):

“Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo: há uma indústria de difamação contra o Supremo e vou enfrentá-la”, afirmou o decano.

A fala de Gilmar ocorreu no contexto da queixa-crime que ele move contra o ex-governador mineiro. O ministro solicitou a inclusão de Zema no Inquérito das Fake News, sob relatoria de Alexandre de Moraes, após a publicação de um vídeo intitulado “Os Intocáveis”.

No vídeo compartilhado por Zema, Gilmar Mendes e o ministro Dias Toffoli são representados por fantoches em diálogos simulados. Para o decano, a produção não é apenas uma sátira, mas uma tentativa de “vilipendiar a honra e a imagem do STF e de sua própria pessoa”.

Na entrevista original às jornalistas Manoela Alcântara e Marília Ribeiro, Gilmar defendeu que homens públicos devem ter responsabilidade ao usar as instituições como alvo de piadas. Ele comparou o uso da sátira política a acusações de corrupção, questionando onde termina o humor e começa o crime de injúria.

Apesar da retratação sobre a fala específica envolvendo a orientação sexual, o ministro manteve o posicionamento de que as redes sociais estão sendo usadas para propagar calúnias contra os magistrados da Suprema Corte.

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