
Estudantes da rede estadual estão, mais uma vez, sendo penalizados pela irresponsabilidade administrativa do Governo do Estado. A interrupção da merenda escolar — direito básico garantido por lei — é consequência direta do calote aplicado às cozinhas industriais responsáveis pelo fornecimento das refeições. Sem pagamento, as empresas não conseguem manter equipes, comprar insumos ou operar minimamente. O resultado? Crianças e adolescentes indo para a escola sem acesso à alimentação adequada.
O Governo insiste em discursos prontos, mas na prática demonstra total incapacidade de gestão, além de flagrante violação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que determina continuidade, qualidade e regularidade no fornecimento da merenda. Há também potencial caracterização de improbidade administrativa, já que o Estado recebeu recursos, mas não garantiu a execução do serviço essencial.
A merenda escolar não é “favor”; é política pública obrigatória, fundamental para o rendimento pedagógico, para a saúde e, em muitos casos, para a própria sobrevivência dos alunos — especialmente os mais vulneráveis. Quando o Governo deixa de pagar as empresas e paralisa a alimentação, ele falha na missão mais básica de qualquer gestão pública: proteger e garantir direitos.
O que se vê hoje é um cenário de negligência, descaso e gestão temerária. Enquanto isso, milhares de estudantes seguem prejudicados, sem energia, sem condições ideais de aprendizado e completamente esquecidos por quem deveria defendê-los.
A sociedade merece respostas, transparência e, sobretudo, respeito.
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