
Órgãos do Governo do Amazonas iniciaram, nas primeiras horas desta segunda-feira (2), a operação de reintegração de posse da invasão Monte Horebe, localizada na zona Norte de Manaus. Cerca de mil servidores que integram as forças de segurança do Estado participam da ação.
Em todas as entradas de acesso à invasão há barreiras de fiscalização e triagem em virtude dos riscos detectados pelo setor de Inteligência do órgão. Até às 9h, a situação no local estava pacífica.
“A operação está tranquila. O aparato está grande, propositalmente, para que não haja reação. Nós sabemos que há traficantes infiltrados no meio da população tentando dificultar esse trabalho de ação social que o Governo está tentando realizar aqui”, disse o secretário de segurança do Estado, Louismar Bonates.
Bonates destacou que a presença dos órgãos de segurança no local servem como apoio às equipes de assistência social do Governo. “Eles precisam entrar para fazer o cadastramento de casa em casa daquelas famílias que necessitam realmente de moradia, separar o joio do trigo”, explicou o secretário.
Além da triagem, Bonates também explicou como se dará a operação. Após esse levantamento, os barracos que servem como especulação imobiliária serão derrubados imediatamente. As moradias que estiverem com famílias e mobílias serão mantidas e monitoradas no local, até que o Governo pague o valor do aluguel social previsto – na quantia de R$ 600 – e, assim, possam ser retirados da área invadida.
“Só assim o trabalho de remoção coletiva será feito para que se faça a limpeza da área”, completou.
Famílias – Bonates frisou que, em 10 meses de operações contínuas no Monte Horebe, foi detectado que a maior parte dos imóveis ali são de especulação imobiliária e que o número de famílias que realmente necessitam do apoio do Governo só será repassado com exatidão após a triagem feita na operação iniciada nesta segunda.
Tráfico – O secretário afirmou que sabe que ainda há traficantes no local porque há policiais do serviço de inteligência à paisana. Segundo ele, os membros de uma facção criminosa que atua na cidade está “incitando a população para que reajam à operação para que não percam aquele território”.
GGI – A operação está sendo coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da SSP-AM, com participação das Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil; das secretarias de Justiça (Sejusc), Assistência Social (Seas), Cultura (SEC), Cidades e Territórios (SECT), Meio Ambiente (Sema) e de Infraestrutura (Seinfra); Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE); Instituto de Proteção Ambiental (Ipaam) e Superintendência de Habitação (Suhab), além da Defensoria Pública do Estado (DPE-AM).
Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) e o Ministério Público do Estado (MPE-AM) também participaram das reuniões do GGI sobre a reintegração e foram convidados a participar da operação nesta segunda-feira.
Da Redação
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