
Washington Ramos Brito, de 32 anos, foi brutalmente assassinado na sexta-feira (27) no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Pinheiros, na zona sul de São Paulo. O detento, que teve a cabeça e as orelhas decepadas por outros internos, estava preso há apenas dois dias. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou a ocorrência e informou que dois presidiários já assumiram a autoria do crime, sendo posteriormente encaminhados ao 91º Distrito Policial para o registro do flagrante.
A execução dentro do sistema prisional ocorreu pouco depois de Brito confessar o assassinato de sua mãe, a diarista Angelina Maria Ramos, de 58 anos. O crime aconteceu na última quarta-feira (25), na região do Campo Limpo, após uma discussão familiar. Segundo o relato do próprio agressor à polícia, ele teria espancado e enforcado a mãe dentro de casa após ser repreendido por ela. Após o ato, Washington consumiu bebidas alcoólicas e entregou-se voluntariamente no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O corpo de Angelina foi encontrado pelo outro filho, de 28 anos, que relatou às autoridades o histórico de agressividade e os constantes conflitos entre o irmão e a vítima. Washington já possuía passagem anterior por tráfico de drogas e, devido à natureza do crime cometido contra a mãe (feminicídio), foi encaminhado ao CDP 2 de Pinheiros. A unidade é conhecida por abrigar detentos acusados de crimes sexuais, crimes contra a família e ex-agentes de segurança pública.
Diante do ocorrido, a Polícia Penal instaurou um Procedimento de Apuração Preliminar para investigar as circunstâncias da morte e possíveis falhas na segurança interna que permitiram o ataque brutal no raio 1 da unidade. O caso reforça o cenário de extrema violência no sistema carcerário paulista, especialmente em casos de grande repercussão social ou crimes considerados “imperdoáveis” pelo código de conduta informal entre os detentos.
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