Manaus, 20/07/2026

Amazonas

Hospitais Públicos do Amazonas ficarão sem refeições por falta de pagamento

Foto: Ilustrativa/Divulgação
Foto: Ilustrativa/Divulgação
27/10/2025 11h28

O caos na saúde pública do Amazonas só aumenta. Servidores das cozinhas dos principais hospitais e SPAs do estado devem suspender a preparação de refeições nos próximos dias, por falta de pagamento do governo. As empresas responsáveis pela alimentação afirmam que estão há três meses sem receber e não têm mais condições de manter o fornecimento de alimentos.

A situação é dramática. Cozinheiras e auxiliares relatam que estão pedindo dinheiro emprestado a enfermeiros e técnicos de enfermagem dentro dos hospitais para poderem voltar para casa. Sem recursos, muitas delas dizem que não têm sequer o que colocar na mesa para alimentar suas famílias.

A partir desta semana, a alimentação de pacientes, acompanhantes e servidores corre sério risco de ser totalmente suspensa. Unidades como o Hospital 28 de Agosto, João Lúcio, Platão Araújo, maternidades e SPAs de várias zonas da capital poderão amanhecer sem café, almoço ou jantar. A recomendação informal entre os funcionários é que cada um leve sua própria comida de casa, caso o governo não regularize os pagamentos imediatamente.

Enquanto isso, o governador Wilson Lima e os deputados estaduais permanecem em silêncio, fazendo vista grossa ao colapso. O descaso é total. Em vez de resolver o problema, o governo empurra a crise com a barriga, deixando servidores e pacientes abandonados à própria sorte.

A falta de pagamento atinge também outras categorias terceirizadas, como vigilantes, técnicos de imagem e pessoal da limpeza, que já ameaçam cruzar os braços. A saúde pública do Amazonas está à beira de uma nova paralisação geral — e, mais uma vez, quem paga o preço é a população.

A indignação cresce dentro dos hospitais, onde o sentimento é de revolta e desamparo. “A gente cozinha para centenas de pessoas, mas não tem o que comer em casa”, desabafou uma funcionária que teme ser demitida caso se identifique.

Sem pagamento, sem comida e sem respostas — a saúde do Amazonas entrou em jejum forçado.

Por Marcelo Generoso – Jornalista

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