
O Hospital e Pronto-Socorro da Criança Zona Sul, unidade referência no atendimento pediátrico no Amazonas, se pronunciou oficialmente após a repercussão de uma denúncia publicada nas redes sociais envolvendo o caso do bebê Pedro V. M. O., de apenas dois meses, que faleceu após uma suposta falha médica durante atendimento na unidade.
De acordo com o relato divulgado no perfil @justica_por_pedrinho, a criança foi levada ao hospital pela mãe, Ariana Malveira, com quadro de cólicas. No entanto, após longa espera por atendimento, Pedro teria contraído bronquiolite. Após piora no estado de saúde, ele retornou ao hospital e foi internado. A denúncia afirma que, durante esse segundo atendimento, foi aplicada de forma incorreta, diretamente na veia e sem necessidade, uma dose de Benzetacil, medicamento que deve ser administrado por via intramuscular. A aplicação indevida teria provocado complicações severas, como insuficiência hepática, hemorragia e falência respiratória, resultando na morte do bebê.
A família também acusa a unidade de negligência na condução do caso, citando demora na internação na UTI e falha na detecção de infecção por COVID-19, que teria sido adquirida dentro do hospital.
Nota de esclarecimento
Em nota oficial à imprensa, o Hospital e Pronto-Socorro da Criança Zona Sul afirmou que preza pela ética, segurança do paciente e qualidade da assistência, e que medidas rigorosas de apuração foram adotadas assim que os fatos foram notificados.
O hospital esclareceu que a profissional de enfermagem responsável pela aplicação da medicação não pertence ao quadro de servidores do Estado, sendo colaboradora de uma empresa terceirizada contratada para prestar serviços na unidade. A empresa foi formalmente notificada para apurar o ocorrido e tomar as providências cabíveis.
A direção da unidade declarou ainda que está colaborando com os órgãos de controle e com a Procuradoria Geral do Estado do Amazonas, fornecendo todas as informações necessárias para a condução do processo judicial, disse Rosiene Lobo
“Não foi acidente. Foi negligência”, diz mãe
Nas redes sociais, a mãe do bebê, Ariana Malveira, afirma que o caso não foi um acidente isolado, mas o resultado de uma série de erros graves. Em publicação emocionante, ela diz: “Não foi acidente. Foi negligência. Foi um crime. E eu mereço justiça”. A campanha online tem ganhado apoio e reforça o pedido por justiça e responsabilização.
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas e a direção do hospital reiteram o compromisso com a ética, transparência e a melhoria contínua do atendimento pediátrico no estado.
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