
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à revista americana Fortune, publicada nesta segunda-feira (18), que o Irã está “ansioso para assinar” um acordo de cessar-fogo com os EUA.
“Mas eles fazem um acordo e depois enviam um documento que não tem nada a ver com o acordo que você fez”, disse ele durante a entrevista.
Uma fonte do Paquistão informou a agência de notícias Reuters que o Irã enviou aos EUA um acordo revisado para acabar com a guerra no Oriente Médio.
A proposta que foi rejeitada por Trump, segundo uma fonte da agência estatal do Irã à CNN, exigia o fim total da guerra e garantias de que não haveria novos ataques ao país e a suspensão das sanções relacionadas à venda do petróleo por 30 dias.
O documento, também mediado pelo Paquistão, exige que os Estados Unidos paguem uma indenização pelos danos causados pela guerra e destaca a soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz. O texto ainda requer a necessidade de encerrar o bloqueio naval do Irã após a assinatura de um entendimento inicial.
A proposta do Irã enviada aos Estados Unidos, segundo fontes, destaca a necessidade de encerrar totalmente a guerra, bem como garantias contra qualquer novo ataque ao país e exige a necessidade de revogar sanções da Ofac – o escritório de controle de ativos estrangeiros dos EUA – relacionadas às vendas de petróleo iraniano durante um período de 30 dias, segundo a agência estatal Tasnim.
Um alto oficial militar iraniano alertou os países que impõem sanções ao Irã de que “enfrentarão problemas” quando seus navios passarem pelo Estreito de Ormuz, segundo a mídia estatal do país.
“De agora em diante, os países que seguirem os Estados Unidos na aplicação de sanções contra a República Islâmica do Irã certamente enfrentarão problemas ao passar pelo Estreito de Ormuz”, disse o brigadeiro-general Amir Akraminia, porta-voz do Exército.
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países , em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter , assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações.
Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se . O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.800 morreram no território libanês desde então.
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