Manaus, 09/07/2026

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Israel confirma morte de refém mais velho sequestrado pelo Hamas

Shlomo Mantzur, de 86 anos, foi sequestrado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 e teve morte confirmada por Israel em 11 de fevereiro de 2025. — Foto: Movimento 'Bring Them Home Now' via Reuters
Shlomo Mantzur, de 86 anos, foi sequestrado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 e teve morte confirmada por Israel em 11 de fevereiro de 2025. — Foto: Movimento 'Bring Them Home Now' via Reuters
11/02/2025 13h00

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta terça-feira (11) a morte do refém mais velho levado pelo grupo terrorista Hamas durante o ataque de 7 de outubro de 2023.

Shlomo Mantzur, de 86 anos, era a pessoa mais velha sequestrada durante o ataque terrorista liderado pelo Hamas, que matou cerca de 1.200 pessoas e fez mais de 250 reféns, de acordo com dados israelenses. O anúncio da morte de Mantzur ocorre em um momento de elevação das tensões acerca do cessar-fogo na guerra, em vigor desde 19 de janeiro.

Segundo Netanyahu, o idoso foi morto durante seu sequestro pelo grupo terrorista e seu corpo e ele foi levado sem vida para a Faixa de Gaza. Seu corpo ainda está em posse do Hamas.

O Exército israelense explicou em uma nota que a “decisão de confirmar sua morte foi baseada em inteligência coletada nos últimos meses”.

Mantzur era um dos fundadores do kibutz Kissufim, um dos atacados pelo Hamas durante o ataque terrorista de 7 de outubro de 2023. O kibutz afirmou ter recebido na manhã desta terça, no horário local, a notícia da morte de Mantzur, e lamentou sua morte.

Segundo o kibutz, Mantzur foi sequestrado em um galinheiro. “Este é um dos dias mais difíceis na história do nosso kibutz. Shlomo era muito mais que um membro da comunidade para nós, era um pai, um avô, um verdadeiro amigo e o coração vivo de Kissufim”, afirmou o kibutz em comunicado.

Tensão no cessar-fogo

O anúncio da morte de Mantzur ocorre um dia após Israel e Hamas se acusarem de violar o cessar-fogo e o grupo terrorista ter anunciado a suspensão “até nova ordem” da libertação de reféns israelenses.

A medida do Hamas elevou ainda mais as tensões sobre a trégua em Gaza, considerada frágil, e aumentou o risco de retomada da guerra. Como reação, o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que Israel rompa o acordo de cessar-fogo e retome o conflito caso o grupo terrorista não liberte os reféns.

O Hamas deveria libertar mais reféns israelenses no próximo sábado (15) em troca de prisioneiros palestinos e outros palestinos detidos por Israel, como vinha ocorrendo nas últimas três semanas. Até o momento, cinco trocas de reféns israelenses por presos palestinos foram realizadas.

As tensões já estavam elevadas após Trump afirmar que os EUA “assumirão” Gaza no pós-guerra e removerão os palestinos do território. A fala foi amplamente rejeitada pela comunidade internacional.

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