
Manaus – A moto aquática conduzida pelo empresário Robson Tiradentes irmão do jornalista Ronaldo Tiradentes esteve envolvida no trágico acidente que resultou na morte de Pedro Batista da Silva, 42 anos, Marcileia Silva Lima, 37, e do bebê Jhon da Silva Gonzaga, de apenas cinco meses, na noite do último domingo (21), no município de Iranduba, a 27 km de Manaus.
Segundo informações preliminares, a colisão entre a moto náutica e o bote onde estavam as vítimas causou o tombamento da embarcação, arremessando todos os ocupantes na água. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que as mortes foram causadas por afogamento por asfixia mecânica. O pai da criança, Jovane, também estava na embarcação, sobreviveu ao acidente, mas ficou ferido e em estado de choque.
A moto aquática envolvida é um modelo Sea-Doo RXP-X 300 HP, avaliado em mais de R$ 140 mil. Conhecida por seu alto desempenho, a embarcação atinge velocidade máxima de até 108 km/h e é destinada a pilotos experientes. Por ser projetada para corridas em águas calmas, não é recomendada para iniciantes, já que proporciona uma condução agressiva e de alta adrenalina.
O acidente provocou grande comoção em Iranduba. Os corpos foram velados sob forte clima de luto nas comunidades São Tomé e Nossa Senhora de Fátima.
Duas investigações foram abertas para apurar as causas e responsabilidades do ocorrido. A Delegacia Fluvial da Polícia Civil instaurou um Inquérito Policial, enquanto a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental conduz um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN).
O caso ganhou grande repercussão não apenas pela gravidade da tragédia que vitimou uma família, incluindo uma criança de colo , mas também pelo envolvimento de um veículo de luxo e pela ligação do piloto com um conhecido comunicador no estado.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.