
A jornalista Daianna Albuquerque informou, na manhã desta sexta-feira, por meio de um pronunciamento público, que foi demitida da TV Record Manaus após denunciar o que descreveu como episódios de assédio moral e assédio sexual ocorridos no ambiente de trabalho.
Segundo o relato da profissional, as denúncias envolveriam alguns técnicos e uma gerente da emissora. Em seu desabafo, Daianna declarou que sua demissão ocorreu em razão das denúncias apresentadas.
Em uma das declarações divulgadas, a jornalista afirmou:
“É isso que acontece com quem denuncia assédio. Você é demitido. Eu fui demitida porque denunciei um assédio dentro da emissora.”
As declarações repercutiram entre jornalistas e profissionais da comunicação, reacendendo o debate sobre a necessidade de mecanismos eficazes de prevenção ao assédio, proteção às vítimas, investigação imparcial das denúncias e combate a eventuais represálias contra trabalhadores que busquem exercer seus direitos.
Até o momento da publicação desta matéria, a emissora não havia se manifestado publicamente sobre as declarações da jornalista. O espaço permanece aberto para que a empresa apresente sua versão dos fatos.
Especialistas em direito do trabalho ressaltam que denúncias de assédio devem ser apuradas de forma séria, respeitando o devido processo, a ampla defesa e o contraditório, garantindo tanto a proteção de quem denuncia quanto os direitos dos envolvidos.
NOTA DE REPÚDIO
Associação Nacional de Jornalismo Digital (ANJD)
A Associação Nacional de Jornalismo Digital (ANJD) manifesta profunda preocupação diante das declarações públicas feitas pela jornalista Daianna Albuquerque, que afirmou ter sido demitida da TV Record Manaus após denunciar supostos episódios de assédio moral e assédio sexual ocorridos no ambiente de trabalho.
Caso as alegações sejam confirmadas pelas autoridades competentes, estaremos diante de uma situação extremamente grave, que afronta a dignidade da pessoa humana, o direito ao trabalho em ambiente seguro e o respeito que deve ser garantido a todos os profissionais da imprensa.
A ANJD entende que toda denúncia de assédio deve ser recebida com seriedade, investigada de forma rigorosa, imparcial e transparente, assegurando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Da mesma forma, qualquer eventual retaliação contra trabalhadores que denunciem condutas ilícitas deve ser igualmente apurada pelas autoridades competentes.
A entidade reafirma seu compromisso com a defesa da liberdade de imprensa, da valorização dos jornalistas e da construção de ambientes de trabalho pautados pelo respeito, pela ética e pela integridade.
A Associação Nacional de Jornalismo Digital acompanhará os desdobramentos do caso e espera que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, com a responsabilização de quem eventualmente tenha praticado qualquer irregularidade, sempre observando o devido processo legal.
Marcelo Generoso
Presidente da Associação Nacional de Jornalismo Digital (ANJD)
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