
Às vésperas da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em Belém do Pará em 2025, o jovem amazonense Netto Santos se prepara para representar o Brasil em um dos maiores eventos ambientais do planeta. Selecionado para integrar a comitiva oficial brasileira, Netto levará a voz da juventude amazônida ao centro das decisões climáticas globais, com a mensagem que o acompanha em sua trajetória: “Falar da Amazônia é nosso direito.”
Um líder do Amazonas para o mundo
Natural do Amazonas, Netto atua com inovação social e educomunicação, unindo tecnologia e impacto socioambiental. À frente do Projeto de Letramento Digital Amazônico, ele vem transformando comunidades indígenas ao implantar mini laboratórios de tecnologia voltados à formação em inteligência artificial, programação, negócios e uso ético da tecnologia. A iniciativa nasce com o propósito de garantir que os povos da floresta também tenham acesso às ferramentas que moldam o futuro.
O projeto é realizado em parceria com a DiversiData, organização que promove diversidadee inclusão no setor tecnológico; a LinuxTips, referência nacional em educação tecnológica; e a Makira-e’ta, Rede de Mulheres Indígenas do Amazonas, por meio do projeto FIMI. Essas instituições colaboram na estruturação dos espaços, formação de instrutores locais e fortalecimento da autonomia digital das comunidades amazônicas.


“Em uma era dominada pela inteligência artificial e pela transformação digital, é fundamental que quem mora na floresta não fique de fora disso. A tecnologia pode — e deve — estar a favor dos amazônidas”, afirma Netto.
Tecnologia que nasce da Amazônia
Os dois primeiros laboratórios já foram implantados em comunidades indígenas do Amazonas, beneficiando dezenas de jovens e lideranças locais. A proposta conecta saberes tradicionais e tecnologias emergentes, transformando a floresta em um ecossistema vivo de inovação social. Além da formação digital, o projeto promove geração de renda, fortalecimento de negócios comunitários e preservação ambiental através da tecnologia, mostrando que desenvolvimento e sustentabilidade podem caminhar juntos.
A Amazônia no centro das decisões climáticas
A participação de Netto na COP30 marca um momento histórico: pela primeira vez, a Conferência do Clima será sediada em uma cidade amazônica. Em Belém, ele levará o olhar de quem vive na região e entende, na prática, os desafios e soluções que emergem da Amazônia.
“Ir à COP é um sonho, mas ele só faz sentido porque vai com propósito. Quero representar a juventude amazônida e mostrar que nós também produzimosconhecimento, soluções e inovação. A Amazônia precisa ser protagonista, não apenas cenário dos debates climáticos”, destaca.
Com o lema “Falar da Amazônia é nosso direito”, Netto pretende inspirar outras lideranças jovens da região a ocuparem espaços globais. Sua jornada representa uma nova geração de amazônidas que, com propósito e tecnologia, estão redefinindo o futuro da floresta e do planeta.
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