
O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, reuniu-se nesta quinta-feira (7) com o embaixador da Alemanha, Daniel Kriener. Ele foi expulso do território venezuelano por ordem do regime de Nicolás Maduro, mas não deixou o país imediatamente.
Pelo Twitter, Guaidó manifestou repudio ao que chamou de “ameaças do regime usurpador” do chavista. Ele também disse que Kriener, após a expulsão, foi chamado de volta a Berlim para consulta.
Maduro declarou o embaixador alemão como “persona non grata” na Venezuela e deu um prazo de 48 horas para que ele deixe o país.
“Ele [Maduro] não perdoa os que querem ajudar a Venezuela”, disse Guaidó.
Apoio da Alemanha
A Alemanha foi um dos países que doou dinheiro para apoiar o envio de ajuda humanitária, solicitada pela oposição ao regime chavista. Além disso, Kriener esteve no aeroporto internacional Simón Bolívar, perto de Caracas, para receber Guaidó – o líder oposicionista voltava de visita a outros países sul-americanos.
“Hoje o regime que usurpa funções, que não tem competência para declarar ninguém como ‘persona non grata’, simplesmente exerce coação. É uma ameaça e assim deve ser encarada pelo mundo livre”, disse Guaidó ao se reunir com o embaixador alemão.
Na Assembleia Nacional, os deputados da oposição agradeceram à Alemanha pelo apoio e criticaram a decisão de Maduro.
O regime chavista decidiu expulsar o diplomata alemão por considerar que ele estava exercendo um “papel público de dirigente político”.
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