
Nesta quinta-feira (2), um juiz federal de Nova Iorque indeferiu a maioria das acusações contidas na ação por assédio sexual movida pela atriz Blake Lively contra o ator e diretor Justin Baldoni em 2024.
Na decisão judicial, o juiz Lewis J. Liman indeferiu dez das 13 acusações feitas por Lively contra Baldoni, entre elas assédio, difamação e conspiração, e manteve as de quebra de contrato, retaliação e cumplicidade em retaliação.
Liman indicou que Lively baseou sua ação em uma lei de assédio sexual da Califórnia, quando os fatos pelos quais ela acusa seu colega teriam ocorrido em Nova Jersey, em um estúdio onde foram gravadas algumas cenas do filme É Assim Que Acaba (2024). O juiz indicou, no entanto, que “há certas condutas [de Baldoni] que, poderia-se considerar, ultrapassaram os limites”.
– Há limites para a resposta que o réu pode dar diante das denúncias de assédio. Chega um momento em que [Baldoni] deixa de se limitar a se defender e começa a tomar medidas que um júri razoável poderia considerar uma retaliação pelo fato de a denunciante ter apresentado as acusações – destacou.
Lively e Baldoni, colegas de elenco no filme É Assim Que Acaba, se enfrentarão em um julgamento no próximo dia 18 de maio em um tribunal de Manhattan.
A atriz processou Baldoni por comportamento inadequado durante as filmagens e por supostamente ter conduzido uma campanha de difamação em retaliação, acusações que ele negou desde o início.
Baldoni entrou com uma reconvenção (mecanismo no qual o réu processa o autor no mesmo processo) contra Lively no valor de 400 milhões de dólares (R$ 2.063,04 milhões), mas um juiz indeferiu essa ação em 9 de junho do ano passado, assim como sua ação por difamação de 250 milhões de dólares (R$ 1.289,40 milhões) contra o jornal The New York Times, veículo que publicou as acusações de Lively.
De acordo com documentos judiciais divulgados em novembro do ano passado, Lively estima em 161 milhões de dólares (R$ 830,37 milhões) o prejuízo decorrente dessa suposta campanha de difamação.
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