
A Justiça do Amazonas condenou Joel da Costa Pedrosa e Geovani Vieira Silveira a oito anos e nove meses de prisão em regime fechado pelo incêndio de três ônibus escolares em Envira, no interior do estado. A sentença é do juiz Rômulo Garcia Barros Silva, que manteve a prisão preventiva dos réus e negou o direito de recorrer em liberdade. Um terceiro acusado, Creusimar Mariano da Silva, foi absolvido por ter emprestado a moto usada na ação sem saber do plano.
O crime ocorreu na noite de 29 de setembro de 2025. Segundo a denúncia do Ministério Público (MPAM), a dupla agiu a mando de uma facção criminosa como retaliação à morte de dois suspeitos em confronto com a Polícia Militar, horas antes, após um assalto a uma lotérica. Joel e Geovani compraram o combustível e atearam fogo nos veículos da frota municipal.
Durante o processo, ambos confessaram a participação no ataque. A investigação reuniu provas robustas, como uma tatuagem em Joel que simboliza a atuação em incêndios para a facção e queimaduras nas pernas de Geovani. Embora Geovani tenha alegado que os ferimentos eram de um acidente de moto, o exame de corpo de delito confirmou que as lesões foram causadas por exposição direta ao fogo.
A decisão ainda cabe recurso, e a Prefeitura de Envira poderá acionar a esfera cível para cobrar dos condenados o ressarcimento pelos prejuízos materiais causados à educação do município.
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