Manaus, 05/06/2026

Polícia

Justiça decreta prisão de delegado e investigador por extorsão

Foto: Divulgação
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18/04/2026 21h00

A Justiça do Amazonas decretou a prisão preventiva do delegado Fabiano Rosas Nascimento e do investigador Charles Melo Rufino, suspeitos de extorsão em Manaus. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (17), no Fórum Ministro Henoch Reis.

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O magistrado responsável homologou as prisões em flagrante e converteu as medidas em preventivas, seguindo parecer do Ministério Público do Estado do Amazonas.

Fabiano Rosas atuava no 9º Distrito Integrado de Polícia, no bairro São José. Ele e o investigador foram presos na quinta-feira (16), suspeitos de extorquir R$ 30 mil de um empresário durante uma abordagem no porto da Manaus Moderna, na região central da capital. Um terceiro policial também é investigado e está foragido.

Segundo as investigações, a abordagem foi considerada irregular e fora dos procedimentos legais.

Relembre o caso

O delegado Fabiano Rosas e um investigador foram presos em flagrante após serem denunciados por extorsão durante uma abordagem no porto da Manaus Moderna. De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, as vítimas relataram que tiveram R$ 30 mil e uma arma de fogo levados pelos suspeitos e, em seguida, foram liberadas sem serem apresentadas à delegacia.

A ação ocorreu em uma embarcação que faz o trajeto entre Manaus e Japurá. Após o crime, as vítimas foram deixadas em uma via pública nas proximidades do Olímpico Clube, na zona centro-sul.

O caso veio à tona após um policial militar, que atuava como segurança de uma das vítimas, acionar a Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam). Os policiais localizaram o veículo utilizado na ação e efetuaram a prisão dos suspeitos.

Durante a abordagem, o delegado teria se recusado a sair do carro, sendo retirado à força e algemado. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento da prisão.

Além da extorsão, a polícia também investiga a suspeita de tentativa de apreensão irregular de ouro, prática conhecida como “arrocho”. A Polícia Civil do Amazonas informou que não compactua com desvios de conduta e que o caso será apurado com rigor.

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