
O presidente Lula (PT) evitou comentar na noite da última terça-feira (18) sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes.
“É muito tarde para falar, amanhã eu falo”, disse Lula ao sair de jantar de recepção ao presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio Itamaraty.
O petista foi questionado duas vezes e nas duas não se manifestou.
No entanto, alguns aliados do presidente se pronunciaram. O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), celebrou a denúncia.
“Jair Bolsonaro é finalmente denunciado pela PGR. Se condenado, pode pegar até 28 anos de cadeia. Tarda, mas não falha”, expressou o senador.
Nos bastidores, o líder comenta que, com a situação, a oposição deve se voltar mais para a defesa do projeto de lei que busca anistiar envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) nacional, deputada federal Gleisi Hoffmann, e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) também se manifestaram nas redes.
“Agora é julgamento e prisão pelo STF, sem anistia!”, falaram.
Subidas e quedas
A denúncia ocorreu no mesmo dia em que um levantamento do Instituto Paraná Pesquisa apontou vitória de Lula sobre Bolsonaro, se as eleições fossem hoje, e um dia depois do ex-presidente convocar apoiadores para protesto contra o petista em 16 de março.
Até o final do ano passado, Bolsonaro acreditava que poderia ser o nome do Partido Liberal (PL) em 2026, mesmo inelegível.
Neste contexto, nomes da direita também observavam a grandeza do ex-presidente.O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou na última terça-feira (18), horas antes da denúncia, a admiração e torcida por ele.
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