
Ao lembrar do filho, Brenner Antony da Silva, de 4 anos, assassinado pelo ex-vizinho com golpes de ripa em Frutal, Railda Franciely Silva Del Grande diz que o menino lutou pela vida desde o nascimento. Segundo ela, Brenner nasceu prematuro, aos cinco meses de gestação, precisou ficar entubado e passou por acompanhamento médico até se estabilizar completamente. O menino também havia sido diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O assassinato do pequeno Brenner gerou forte repercussão em todo o país. O caso, marcado por requintes de crueldade, ganhou contornos ainda mais dramáticos após a revelação de que a mãe da criança tentou negociar desesperadamente com o invasor, oferecendo transferências de dinheiro via Pix para poupar a vida do filho.
De acordo com o depoimento de Railda Franciely Silva Del Grande, mãe da vítima, o suspeito pulou o portão da residência durante a madrugada e anunciou um assalto. Ela acordou assustada com barulhos vindos da entrada da casa e foi imediatamente rendida.
Em entrevista à imprensa local, Railda relembrou os momentos de pânico vividos sob a mira de uma arma branca.
“Eu perguntei pra ele se ele queria Pix, que eu não tinha dinheiro. Aí ele falou assim: ‘não, não quero’. E foi me levando pro fundo do quintal com uma faca no meu pescoço.”
Segundo o relato da mãe, Brenner, que tinha diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), acordou assustado com a movimentação e entrou em crise. Diante da reação do menino, o suspeito passou a agredi-lo violentamente com uma ripa de madeira.
Enquanto a criança era espancada, Railda foi amarrada com fios cortados da própria residência e mantida presa nos fundos do quintal. Após o agressor deixar o local, ela conseguiu se soltar, subiu em um muro e gritou por ajuda a vizinhos e familiares.
A Polícia Militar informou que, após cometer as agressões, o suspeito colocou Brenner dentro de um saco plástico preto e o abandonou em uma rua próxima. A criança foi socorrida em estado gravíssimo e encaminhada ao Hospital Frei Gabriel com traumatismo craniano severo. Apesar dos esforços da equipe médica, o menino não resistiu aos ferimentos e faleceu.
O suspeito, identificado como Felipe, foi localizado e preso pela polícia. No momento da detenção, ele confessou informalmente o crime aos militares, alegando ter agido por “vingança”. Segundo o depoimento do próprio capturado, a motivação seria um desentendimento antigo com Railda por conta de som alto, na época em que os dois eram vizinhos.
Além do homicídio qualificado, novos relatos chocantes sobre o perfil do suspeito vieram à tona. Moradores da região denunciaram à PM que, pouco antes, Felipe teria amarrado as patas de um cachorro da raça Pitbull pertencente à própria avó dele e jogado o animal em um lago. O cão foi encontrado morto, boiando na água.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e o homem permanece à disposição da Justiça para responder pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e maus-tratos a animais.
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