Manaus, 22/07/2026

Brasil

Mica Galvão fala sobre marca e apoio às vítimas de denúncias contra o pai

Mica Galvão fala sobre marca e apoio às vítimas de denúncias contra o pai
07/05/2026 09h30

Mica Galvão, filho de Melqui Galvão, preso em Manaus sob suspeita de envolvimento em crimes sexuais contra pelo menos três alunas, se pronunciou sobre o caso e as investigações envolvendo o pai. O atleta tinha anunciado o fim da equipe do pai, a ‘BJJ College’ e a criação do seu próprio time, porém mudou de ideia. Mica cancelou o lançamento da sua equipe ‘Mika Jiu-Jitsu’ e ofereceu ajuda às vítimas do caso envolvendo o pai.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Mica pediu desculpas pelo tempo em que esteve ausente e falou sobre seu vínculo com o Jiu-Jitsu:

“Fala, pessoal. Boa noite. Queria primeiro pedir desculpa a todo mundo por esse tempo que eu fiquei meio ausente. Primeiramente, tenho duas coisinhas para falar para vocês. A primeira é sobre, como todo mundo sabe, o Jiu-Jitsu sempre fez parte da minha vida. Acho que ainda é grande parte da minha vida. Pensando na situação de como o nosso time todo se desestabilizou, basicamente fechou. Eu meio que quis pegar essa responsabilidade e carregar o time comigo ali”, inicou o seu pronunciamento.

Ele também se solidarizou com as vítimas das denúncias contra o pai:

“E a segunda coisa, com relação às vítimas, eu queria me solidarizar. Dizer que, se precisar de mim, estou dando meu suporte. Se precisarem de ajuda com alguma coisa dentro das minhas possibilidades, me disponibilizo. Eu acredito na justiça. Sei que é um momento delicado, mas acredito que tudo vai se concretizar”, disse.

Mica comentou ainda sobre planos futuros envolvendo a própria carreira, mas ressaltou que, no momento, o foco é a família:

“Também queria falar que não nego a possibilidade de, no futuro, quem sabe, ter uma marca, uma academia vindo de mim. Mas, por enquanto, creio que não seja o momento. O momento agora é mais de cuidar da minha família. Só queria trazer essa mensagem para todas as pessoas que me seguem”, finalizou.

As investigações sobre Melqui teve início após denúncia de uma adolescente de 17 anos, ex-aluna de Melqui, que relatou ter sido vítima de atos libidinosos sem consentimento durante uma competição internacional. A jovem, atualmente nos Estados Unidos, já prestou depoimento às autoridades acompanhada de familiares.

A Polícia Civil do Amazonas solicitou à Justiça a transferência do lutador e professor de jiu-jítsu Melqui Galvão para São Paulo, onde o caso segue sob investigação. A informação foi confirmada na no dia 1º de maio pelo delegado Guilherme Torres, por meio das redes sociais.

O professor permanece à disposição da Justiça e está detido na Delegacia Geral do Amazonas, aguardando decisão judicial sobre o pedido de transferência. Até o momento, a defesa dele não foi localizada.

De acordo com a Polícia Civil, além de atuar como atleta e professor de jiu-jítsu, Melqui Galvão também é servidor efetivo da instituição, lotado no setor de capacitação, onde ministrava treinamentos de defesa pessoal. Em razão da gravidade das acusações, ele foi afastado cautelarmente de suas funções.

Recentemente, novas e graves denúncias contra o treinador  foram detalhadas em reportagem exibida pelo Fantástico. Os novos depoimentos indicam um padrão de conduta predatória, envolvendo inclusive vítimas que eram menores de idade na época dos crimes.

Uma das vítimas relatou um episódio ocorrido durante uma viagem para uma competição internacional, quando ainda era adolescente. Segundo ela, Galvão ofereceu um medicamento para que ela pudesse “relaxar” antes do evento.

“Ele colocou a mão dentro da minha blusa e foi a hora que eu acordei… eu fiquei com muito medo ali na hora e acordei num susto”, relembrou a jovem, que afirma ter acordado com o treinador tocando seu corpo após ela cair em um sono profundo.

Outra ex-aluna revelou que os abusos começaram quando ela tinha apenas 12 anos. Aos 14, ela afirma ter sido vítima de relação sexual com o treinador. Segundo o depoimento, Galvão utilizava sua posição de influência para normalizar o abuso, afirmando que “já tinha relações com outras alunas” para evitar que o caso fosse denunciado.

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