
Pela primeira vez no “Item 19, o podcast das galeras”, os jornalistas Dante Graça e Laynna Feitoza receberam no Studio C, do Portal A CRÍTICA, a porta-estandarte do Boi-Bumbá Caprichoso, Marcela Marialva. O segundo episódio do programa foi ao ar na tarde desta quinta-feira (27) e está disponível no YouTube.
O ‘furacão azul’, como ficou conhecida pela nação azul e branca, contou durante a entrevista que começou sua trajetória na dança aos 15 anos de idade, ainda no município de Juruti/PA, como porta-estandarte da Tribo Muirapinima no Festribal, e que essa formação foi fundamental para contribuir com sua evolução no Boi-Bumbá Caprichoso.
“Foi no Festribal em Juruti/PA, na Tribo Muirapinima, que descobriram que eu tinha o dom para dançar. Nem eu sabia. Me convidaram para ser porta-estandarte aos 15 anos de idade. Dancei por 7 anos e foi ali a minha base. Na época do concurso foi uma loucura. Sempre fui uma torcedora que acompanhava tudo do boi. Quando foi anunciado, houve uma mobilização de todos os meus amigos para participar. ‘É o teu momento, a tua chance’, disseram eles”, contou a furacão azul.
Em 2017, seu primeiro ano como porta-estandarte, Marialva relembrou dos momentos de ‘perrengues’ que vivenciou em sua estreia no item, na primeira noite do Boi-Bumbá Caprichoso no 52° Festival Folclórico de Parintins, quando chegou a despencar de um módulo alegórico.“Eu demorei muito para assistir esse vídeo. Eu não conseguia. Foi tudo muito rápido. Quando descemos da alegoria, nosso foco é o jurado. Quando eu percebi que havia algo de errado. Eu simplesmente segurei com a minha mão direita a barra de proteção, com a esquerda eu segurei o estandarte e pensei que se tivesse de cair, eu iria cair sorrindo”, lembrou Marialva.
Durante a entrevista, Marcela compartilhou um pouco sobre os boatos que rolaram no mundo bovino, sobre sua possível despedida do item. Mas considera que quando o momento chegar, ela se despedirá do cargo que revolucionou.“Eu já estou acostumada, na verdade. Tudo o que sai nas redes sociais, em portais de notícias, as vezes eu acho graça e penso na criatividade de quem pensou. Enquanto eu não vejo a notícia do presidente, da diretoria ou do conselho de arte, está tudo normal. Quando eu vier a sair, não vai ser dessa forma. São quase dez anos, e a minha despedida não será desse jeito”, frisou a porta-estandarte.
Fonte: Portal Acritica
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.