
Moradores da Rua Vivaldo Lima, no bairro Alvorada 1, Zona Centro-Oeste de Manaus, denunciam falta de diálogo, riscos estruturais e danos materiais causados pela demolição de um galpão que dará lugar ao conjunto habitacional do programa “Amazonas Meu Lar”.

Segundo uma moradora, que preferiu não se identificar, o galpão abandonado que foi doado ao Governo do Estado, começou a ser demolido sem qualquer aviso prévio às famílias que vivem ao redor da estrutura há anos.
“Simplesmente começaram a derrubar tudo, como se aqui não morasse ninguém”, desabafa uma moradora que não quis se identificar.
De acordo com a denúncia, na tarde desta terça-feira (3), blocos de concreto teriam sido arremessados durante a demolição da parte mais próxima às residências, atingindo casas vizinhas. Um muro também teria desabado. Vídeos gravados por moradores mostram o momento da queda dos escombros.
“Poderia ter acontecido uma tragédia. Poderia ter morrido alguém. Estão esperando o quê?”, questiona.
A obra faz parte de uma parceria entre o Governo do Amazonas e o programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal. No local, estão previstas 64 unidades habitacionais, divididas em quatro blocos de apartamentos de aproximadamente 45m², destinados a famílias com renda mensal de até R$ 2.640.
Conforme divulgado anteriormente, o terreno foi oficialmente doado pela União ao Estado para a execução do projeto.

Os moradores afirmam que não houve reunião prévia, estudo de impacto apresentado à vizinhança ou qualquer proposta de medida preventiva ou indenização antes do início da demolição. A empresa responsável pela obra seria a Torres Engenharia, com participação da Caixa Econômica Federal no projeto habitacional.
“Isso é negligência, é irresponsabilidade e desrespeito com quem mora aqui e paga impostos”, afirma a denunciante.
Até o momento, segundo os moradores, nenhuma equipe técnica teria procurado as famílias para avaliar possíveis danos estruturais nas casas atingidas.
A comunidade pede a suspensão imediata da demolição até que sejam garantidas condições de segurança, diálogo formal com os moradores e avaliação dos prejuízos já causados.
A reportagem deixa espaço aberto para manifestação do Governo do Amazonas, da construtora responsável e da Caixa Econômica Federal.
Veja os vídeos:
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