
O Ministério da Saúde do México informa que pelo menos 13 menores de idade morreram e outros sete pacientes entre zero e 14 anos estão hospitalizados no país após serem infectados pela bactéria Klebsiella oxytoca.
“A faixa etária (dos pacientes) varia de 0 a 14 anos, embora a maior proporção dos casos seja de recém-nascidos com administração de líquidos por via endovenosa, intramuscular e subcutânea, com dados clínicos e laboratoriais compatíveis com infecção na corrente sanguínea”, destaca o comunicado.
Um alerta do Sistema de Vigilância Epidemiológica Nacional foi lançado direcionado ao Sistema Único de Saúde sobre o surto da bactéria, na terça-feira (3/12).
O ministério acrescentou que ele pode estar relacionado com a possível contaminação de insumos de nutrição parenteral ou com sua aplicação em quatro unidades de saúde (três centros públicos e uma clínica privada) no estado do México.
Entre os pacientes mais vulneráveis a esta bactéria estão aqueles que usam dispositivos como respiradores, cateteres intravenosos ou aqueles que fazem tratamentos prolongados com certos antibióticos, de acordo com informações dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, essa bactéria é normalmente encontrada nas fezes e pode causar pneumonia, infecções da corrente sanguínea, infecções de feridas cirúrgicas e meningite.
A transmissão ocorre comumente por contato pessoal, mas também pode acontecer quando há exposição a água, terra ou equipamentos contaminados. Já nos centros de atendimento médico, as infecções por Klebsiella ocorrem com frequência entre pacientes doentes que recebem tratamento para outras condições.
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