
A FVS-AM esclarece que não há registro de óbito ou pacientes internados por contaminação de açaí ou sushi em Manaus.
Na última terça-feira, 17, em diversas redes sociais, grupos de Whatsapp e até mesmo portais de notícias, foram divulgadas falsas notícias sobre o falecimento de um aluno da rede particular de ensino, em decorrência da contaminação do açaí por superbactéria, e que a irmã dele seguia internada com o mesmo sintoma.
Por meio de investigação epidemiológica do caso, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), aponta que o paciente em questão faleceu em decorrência de possível pancreatite aguda. Enquanto a irmã continua internada para tratar o diagnóstico de celulite submandibular, que não tem associação com o caso do irmão.
Também durante a investigação, a família informou que há um mês não consumiam açaí nem sushi. Segundo eles, a origem do boato é desconhecida por eles, uma vez que em nenhum momento foram mencionadas entre eles palavras como “superbactéria”, “açaí” e “sushi”.
Por essa razão, a FVS-AM alerta a população em geral para evitar o compartilhamento de mensagens e áudios nos quais não há identificação da fonte da informação.
Para Rosemary Costa Pinto, diretora-presidente da FVS-AM, as notícias falsas, conhecidas por “fake news”, se tornam, na área de saúde pública, um gravíssimo problema, pois elas podem estimular práticas e comportamentos autodestrutivos e têm potencial de atingir muitas pessoas, gerando pânico na população.
“Com frequência somos bombardeados com inúmeras informações, no entanto, é necessário ser crítico, questionar, não compartilhar se não tem certeza, checar outras fontes. Cada cidadão tem um papel importante no combate à informação falsa”, afirmou Rosemary.
A diretora-presidente da FVS-AM acrescenta que as “fake news” são algumas vezes mais populares do que a notícia correta.
“Para orientar o cidadão, o Ministério da Saúde disponibiliza o WhatsApp (61) 99289-4640 para esclarecimento de dúvidas. Então, se você receber uma mensagem sobre doença, vacina, chás ou tratamentos milagrosos, desconfie, se informe para ter certeza de que suas fontes são fidedignas. Desta forma, vamos diminuir bastante esse tipo de abordagem que enfraquece os serviços, expõem pessoas e, pior, estimulam a desinformação”, pontuou Rosemary.
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