
O papel da imprensa em uma sociedade democrática é claro: informar com responsabilidade, investigar com rigor e contribuir para o debate público com equilíbrio e verdade. No entanto, o que se observa em alguns setores isolados da comunicação no Amazonas levanta um alerta preocupante.
Nos últimos dias, o conselheiro Luiz Fabiano Barbosa tem sido alvo de uma série de conteúdos que ultrapassam os limites do jornalismo responsável. Em vez de informações fundamentadas, o que se vê são ataques de cunho pessoal, insinuações e até a exposição indevida de aspectos que envolvem sua família — algo que, por si só, já representa uma linha ética que jamais deveria ser cruzada.
É preciso separar o que é crítica legítima — parte essencial da democracia — do que se transforma em perseguição, desinformação e tentativa de desgaste de imagem.
Quando a informação perde espaço para ataques, o jornalismo deixa de cumprir sua função e passa a operar em um terreno perigoso.
Há também questionamentos que surgem nos bastidores sobre possíveis interesses por trás desse tipo de abordagem. Embora tais pontos ainda demandem apuração responsável, o fato é que o uso reiterado de narrativas negativas direcionadas a uma única figura pública levanta dúvidas sobre motivações que vão além do interesse jornalístico.
Esse tipo de prática não atinge apenas um indivíduo. Ele fragiliza a credibilidade da própria imprensa, compromete a confiança da população e cria um ambiente onde a informação passa a ser vista com desconfiança.
Diante disso, é fundamental reafirmar: não há espaço para um jornalismo que ataque, que desrespeite famílias ou que utilize a informação como instrumento de pressão. A sociedade amazonense merece uma imprensa forte, sim — mas acima de tudo, ética, responsável e comprometida com a verdade.
Neste contexto, fica registrada a solidariedade ao conselheiro Luiz Fabiano Barbosa e a todos aqueles que, em algum momento, já foram alvo de conteúdos que não informam, mas apenas denigrem. O debate público precisa ser elevado, e não contaminado por práticas que enfraquecem a democracia.
Mais do que nunca, é hora de defender o verdadeiro jornalismo — aquele que informa, não que destrói.
Marcelo Generoso
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