Manaus, 21/07/2026

Polícia

Operação Ágata Amazônia prende suspeitos de garimpo e apreende dragas em Tefé

Operação Ágata Amazônia prende suspeitos de garimpo e apreende dragas em Tefé
20/05/2025 16h50

Dois suspeitos de envolvimento com garimpo ilegal foram presos na manhã de segunda-feira (19), na região de Tefé, distante cerca de 500 quilômetros de Manaus. A ação faz parte da Operação Ágata Amazônia 2025, conduzida pelo Comando Conjunto APOENA das Forças Armadas.

Durante a operação, foram apreendidas duas dragas, duas armas de fogo e uma porção de mercúrio, substância química altamente tóxica comumente utilizada na extração ilegal de ouro em rios. Os suspeitos foram encaminhados ao posto avançado da Polícia Federal em Tefé.

Atuação integrada

A ofensiva foi conduzida por militares embarcados no Navio-Patrulha Fluvial “Rondônia”, integrante da Força-Tarefa Conjunta Componente da Operação Ágata. O Grupo de Resposta a Ameaças Assimétricas (GRAA), do Navio-Patrulha Fluvial “Raposo Tavares”, também foi acionado para prestar apoio, em conjunto com agentes da Polícia Federal e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Fiscalização e soberania

A Operação Ágata Amazônia intensificou atividades como patrulhamento fluvial, inspeções navais, reconhecimento de áreas e coleta de informações nas comunidades indígenas e ribeirinhas. O objetivo é combater ilícitos ambientais e transfronteiriços, além de reforçar a soberania nacional e a segurança na região de fronteira.

Com cerca de 1.100 militares das três Forças Armadas, a operação abrange uma área de aproximadamente 510 mil quilômetros quadrados no estado do Amazonas — equivalente ao território da Espanha.

Ação estratégica do Ministério da Defesa

O Comando Conjunto APOENA foi estabelecido pela portaria GM-MD nº 535, de 29 de janeiro de 2025, como parte da estratégia do Ministério da Defesa para ampliar a presença do Estado na Amazônia. A operação também contempla ações sociais como as ACISO (Ações Cívico-Sociais) e ASSHOP (Assistência Hospitalar em áreas remotas), com foco na promoção da cidadania em regiões de difícil acesso.

O nome “Apoena”, que batiza o comando, tem origem no tupi-guarani e significa “aquele que vê mais longe” ou “aquele que enxerga além do horizonte”. O termo simboliza a visão estratégica do Estado na proteção da floresta e na preservação dos recursos naturais para as gerações futuras.

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