Pais denunciam alteração de contrato de matrícula na Escola Sesc em Manaus; escola já teve outras denúncias
Escola Sesc
06/01/2026 14h04
Pais de alunos do Centro de Educação José Roberto Tadros – SESC, situado na Avenida Constantinopla em Manaus, denunciam irregularidades após a escola exigir a assinatura de um novo contrato físico, um mês depois da matrícula digital realizada no final de 2025. No contrato presencial, foram incluídas cláusulas que obrigam a compra de livros e materiais didáticos específicos, que não constavam no documento assinado anteriormente.
Matrículas digitais e convocação presencial
Em dezembro de 2025, as matrículas foram feitas totalmente online, com os pais assinando digitalmente o contrato que regulava as condições da matrícula. Muitos responsáveis já efetuaram o pagamento da mensalidade nesse período.
No entanto, em 30 de dezembro de 2025, a escola enviou um e-mail convocando os pais para comparecerem presencialmente à unidade para a efetivação da matrícula.
Após contato com funcionários, os pais foram informados de que o contrato digital não teria validade e que seria necessário assinar um novo documento físico.
Cláusulas adicionais e descontentamento
Ao comparecer à escola, muitos pais se depararam com cláusulas adicionais relacionadas à obrigatoriedade da compra dos livros, vinculados diretamente à escola.
Na lista de material veio a seguinte informção:
“Em caso de discordância quanto ao material pedagógico adotado pelo Sesc e com a forma de aquisição do mesmo, orientamos a avaliar a não efetivação da matrícula.”
Essa orientação foi vista por muitos pais como uma forma de deboche e intimidação, já que a recusa ao material poderia implicar a não realização da matrícula.
Diante dessa situação, vários pais se recusaram a assinar o contrato alterado e passaram a relatar o caso em grupos de responsáveis, gerando insatisfação e preocupação.
Histórico de denúncias anteriores
Este episódio não é isolado. No ano passado, os pais já haviam se reunido com a direção, professores, advogados e representantes da escola para discutir a política de compra dos livros e outros assuntos relacionados à instituição.
A reunião contou com cerca de 10 pais presentes, mas a ata solicitada pelos responsáveis nunca foi entregue, o que aumentou a sensação de falta de transparência.
Na ocasião, também foi feita uma denúncia pública relatando práticas que alguns pais classificaram como venda casada e constrangimento dos alunos.
Pais buscam orientações legais
Diante da atual situação, muitos pais avaliam buscar orientação junto a órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, além do Ministério Público, para analisar a legalidade das mudanças contratuais e a forma como as informações têm sido prestadas pela escola.
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