
Um pedido dos advogados do ex-ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, para que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para julgar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da Justiça (PGR) sobre tentativa de golpe de Estado chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Além de Jair Bolsonaro e Braga Netto, outras 32 pessoas foram denunciadas na semana passada. Dos nomes, apenas um é de mulher, o de Marília Ferreira de Alencar.
Ela é ex-diretora de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) na gestão de Anderson Torres.
O procurador-geral da república, Paulo Gonet, apontou Braga Netto como principal articulador do esquema.
A delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid mostra que recursos financeiros fizeram parte da trama, quando Braga Netto tentou blindar as informações de que o militar teria a intenção de financiar militares para execução do plano golpista e obter dados sobre a delação.
De acordo com Cid, o dinheiro foi entregue dentro de uma sacola de vinho Palácio da Alvorada para um militar identificado como Rafael de Oliveira.
A defesa de Braga Netto argumenta que Moraes não teria imparcialidade para analisar o caso.
Para os advogados, o ministro seria um alvo direto da intriga, mesmo que não tenha sido vítima principal dos crimes detalhados, o que poderia dar parcialidade ao juiz.
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