Manaus, 20/07/2026

Polícia

Perito da PC suspeito de integrar milícia em Manaus é solto após colaboração

Foto: Hirailton Gomes
Foto: Hirailton Gomes
29/07/2025 16h50

 O perito da Polícia Civil, que havia sido preso temporariamente durante a operação, foi colocado em liberdade na tarde desta terça-feira (29), após prestar depoimento e colaborar com as investigações. A informação foi confirmada pelo promotor de Justiça Armando Gurgel. Os oitos PMs continuam sob custódia.

Segundo o promotor, a prisão temporária foi fundamental para garantir o êxito de diligências sensíveis e necessárias ao andamento da apuração. “A prisão temporária tem justamente essa função: permitir que sejam realizadas diligências que exigem o afastamento do investigado, em um ambiente de custódia controlada. Essas medidas foram executadas com sucesso e houve significativa colaboração por parte do perito, o que fez cessar o interesse da manutenção da custódia”, explicou.

A operação cumpriu nove mandados de prisão, sendo oito de prisão preventiva contra policiais militares e um de prisão temporária contra um perito da Polícia Civil. Também foram realizados 16 mandados de busca e apreensão. As operações ocorreram nas residências dos policiais e no Batalhão da Força Tática, localizado no Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), bairro Praça 14, zona sul da cidade.Júnior, diretor de Justiça e Disciplina da PMAM.

A investigação foi instaurada após um sequestro realizado no bairro Manoa, em fevereiro de 2025. O episódio, registrado por populares e amplamente divulgado na imprensa, passou a ser investigado pela 60ª Proceapsp em virtude da suspeita do envolvimento de policiais na ocorrência. Durante a apuração, a promotoria localizou duas outras vítimas do grupo criminoso, das quais foram extorquidos cerca de R$ 300 mil.

“A partir desses dois fatos, conseguimos fazer o levantamento das ações e a identificação dos envolvidos. As investigações ainda continuam, com o objetivo de alcançar outros eventuais participantes dessa trama criminosa”, declarou o promotor Armando Gurgel.

Os suspeitos tinham como alvo pessoas envolvidas com atividades criminosas e familiares de envolvidos, com fins de vantagem econômica e subtração de pertences, como joias e itens de valor. A investigação busca rastrear o dinheiro e os objetos roubados, bem como apurar a rota desses pertences para localizar novos envolvidos e ressarcir as vítimas.

A operação apreendeu 14 pistolas, um revólver, três fuzis, um fuzil de airsoft, 653 munições, 14 celulares, três veículos e R$ 10.695, em espécie. Os armamentos serão periciados e incluídos no Banco Nacional de Balística, para identificar se foram utilizados em crimes de homicídio.

Fonte: D24am

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