
Até o final de 2019, um hidrogel desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA), promete revolucionar o tratamento da cura de úlceras causadas por doenças crônicas como a diabetes e o câncer, evitando amputações. O produto à base de açafrão e gengibre amargo (Zungiber zerumbe) é fruto do trabalho de 20 anos de pesquisas do farmacêutico e bioquímico, o amazonense Carlos Cleomir de Souza. Ele garante que a utilização do hidrogel em pacientes tem apresentado excelentes resultados.
O pesquisador Carlos Cleomir, atua há 45 anos no ramo de pesquisas, e está motivado pelos resultados do trabalho. “O produto foi patenteado pelo INPA e só falta ser lançado no mercado”, explica o pesquisador.
Ele lamenta a falta de mais investimentos em pesquisas por parte do governo federal. “Temos estudado muitas possibilidades, mas é necessário pesquisas para comprovar a eficácia dos produtos. É preciso investimento e nossos governantes não se interessam. É muito difícil fazer pesquisas no Brasil”.
Em Manaus, o gel foi testado num projeto piloto desenvolvido por uma equipe em bairros da periferia da cidade, obtendo ótimos resultados no tratamento de diabéticos com ferimentos. Algumas ameaças de mutilações foram evitadas.
Como mais uma alternativa no tratamento de ferimentos em diabéticos que, se não tratados de forma adequada, podem levar a amputações dos membros afetados, o tratamento com o gel do óleo essencial do gengibre amargo poderá mudar as estatísticas apontadas pelo Ministério da Saúde, de que cerca de 70% das cirurgias de mutilação ou amputação realizadas no Brasil são provocadas pela diabetes.
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