
Suspeito de receber um apartamento de luxo avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões e de ser beneficiado por um repasse de R$ 3,5 milhões destinado a uma empresa ligada ao seu núcleo familiar, o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, passou a ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
A investigação apura um suposto esquema bilionário de corrupção, fraudes financeiras e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. Segundo a Polícia Federal, as vantagens teriam sido oferecidas em troca da atuação política do parlamentar em pautas de interesse da instituição financeira no Congresso Nacional.
De acordo com os investigadores, Wagner teria atuado para defender propostas relacionadas ao crédito consignado, à ampliação da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e em articulações ligadas à tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
As suspeitas motivaram o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no apartamento do senador, em Salvador. Apesar das investigações, Jaques Wagner não foi denunciado nem condenado. A Polícia Federal busca reunir novas provas para esclarecer a existência de eventuais irregularidades, enquanto a defesa do parlamentar ainda não se pronunciou sobre a operação.
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