
O cabo da Polícia Militar de Pernambuco, José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos, morreu na quinta-feira (11), após passar a noite no apartamento da ex-companheira, no bairro de Boa Viagem, na zona sul do Recife. A defesa da ex afirmou que ela percebeu que ele havia trocado as taças em que bebiam energéticos, na noite anterior à morte dele e, resolveu destrocar as taças antes de beber. A Polícia Civil investiga a possibilidade de envenenamento.
A versão ainda está sendo apurada pela Polícia Civil, que mantém o caso registrado como “morte a esclarecer”. Até o momento, as autoridades não chegaram a uma conclusão sobre o que causou o óbito do PM.
Segundo o advogado Rafael Nunes, o cabo era usuário de maconha. Além disso, substâncias e objetos foram localizados nos pertences da vítima após o ocorrido.
“Na mochila dele foi encontrada uma faca peixeira, uma porção de maconha e remédios. A polícia vai identificar se é veneno ou não. O fato é que, horas depois, ele passou mal, ela chamou o Samu e, posteriormente, foi detectado que ele estava em óbito”, declarou o defensor.
Nunes ressaltou ainda que a ex do PM compareceu à delegacia voluntariamente para prestar depoimento e colaborar com as investigações, não tendo sido autuada em flagrante.
“Ela foi ouvida para esclarecer as questões, detalhou tudo e está à disposição da polícia”, completou.
Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito está sob a responsabilidade da 3ª Delegacia de Homicídios, unidade vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A corporação aguarda o resultado dos laudos periciais para direcionar os rumos da investigação.
O ex-casal passou cerca de seis meses junto e, desde março, a mulher era vítima de violência doméstica e possuía uma medida protetiva contra o policial, após episódios de agressão. tinha uma medida protetiva em vigor contra ele.
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