
A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, nesta sexta-feira (14), uma operação para prender administradores de perfis em redes sociais suspeitos de espalhar notícias falsas e difamatórias sobre moradores de Borba, município localizado no interior do estado. Ao todo, cinco pessoas foram presas, sendo três no próprio município e duas na capital, Manaus. A ação faz parte de um esforço para coibir crimes virtuais que vêm causando prejuízos emocionais e financeiros às vítimas.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o grupo de cinco indivíduos utilizava perfis no Instagram para divulgar informações falsas e difamatórias sobre os moradores de Borba. O esquema envolvia a abertura de “caixas de perguntas” nessas contas, onde internautas enviavam sugestões de fofocas e denúncias sem qualquer critério de verificação. As informações eram então publicadas, atingindo diretamente a reputação das vítimas.
Ainda de acordo com a investigação, os criminosos praticavam extorsão ao exigir pagamentos das vítimas para evitar que seus nomes fossem expostos de maneira caluniosa. Muitos moradores, temendo o impacto das fake news, chegaram a pagar para que suas informações não fossem divulgadas.
As notícias falsas espalhadas pelos investigados atingiam diversas pessoas, incluindo figuras conhecidas da cidade. Entre as informações divulgadas estavam supostas traições de pessoas casadas e a acusação de que algumas delas possuíam HIV. Essas postagens geraram forte revolta na população e levaram muitas vítimas a denunciar os perfis às autoridades.
A delegada responsável pelo caso afirmou que esse tipo de crime causa um impacto significativo na vida das vítimas, atingindo não apenas sua reputação, mas também sua saúde emocional. “A internet não é terra sem lei. As pessoas que fazem esse tipo de publicação, disseminando informações falsas e atingindo a honra de terceiros, responderão criminalmente”, ressaltou.
Crimes e penalidades
Os cinco suspeitos presos na operação devem responder por uma série de crimes, incluindo:
– Associação criminosa – Organização com o objetivo de cometer crimes;
– Extorsão – Obtenção de vantagem indevida por meio de ameaças ou coerção;
– Crimes contra o sistema financeiro – Uso indevido de meios digitais para ganho ilícito;
– Calúnia, difamação e injúria – Práticas que atingem a honra e imagem de indivíduos.
As penas para esses crimes variam, podendo chegar a 10 anos de prisão, dependendo da gravidade das ações cometidas por cada envolvido. Os suspeitos já estão à disposição da Justiça e devem passar por audiência de custódia nos próximos dias.
Fonte: AM POST.
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