
O Polo Industrial de Manaus (PIM) alcançou a marca histórica de oito meses consecutivos sem registros de assaltos nas rotas de transporte especial de trabalhadores, incluindo pontos de coleta e os trajetos até as fábricas. A informação foi divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM).
A conquista de mais de 240 dias sem ocorrências foi comemorada por representantes da indústria e das forças de segurança como resultado direto da atuação integrada entre a FIEAM, por meio da Coordenadoria de Segurança Pública (CSEG), e órgãos como SSP-AM, Polícia Militar, Polícia Civil, CICC e sindicatos.
“Nossa meta era reduzir os casos. Hoje celebramos uma redução de 100%. Isso mostra que a união entre o setor produtivo e as forças de segurança gera resultados concretos”, afirmou Orlando Auzier, coordenador da CSEG/FIEAM.
De dezembro de 2024 a julho de 2025, o número de assaltos a trabalhadores nas rotas do PIM foi zero. Já os registros em pontos de coleta e embarque caíram 78%, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Comparativo:
A estratégia de segurança envolve o uso de tecnologias como:
Essas ações são baseadas em mapas de risco, elaborados com apoio das indústrias e das forças de segurança.
O grupo “Anjos da Guarda”, formado por representantes do setor industrial e das forças policiais, teve papel essencial na articulação das ações.
“A tríplice hélice — setor produtivo, segurança pública e trabalhadores — tem gerado resultados positivos. A integração entre CSEG, SSP-AM, NURRC e NIRC foi decisiva para diminuir a criminalidade e reduzir o roubo de celulares”, afirmou o vice-presidente da FIEAM, Nelson Azevedo.
O secretário de Segurança Pública, coronel Vinícius Almeida, destacou o papel estratégico da indústria no combate ao crime:
“As operações Rota Segura, Catraca e o patrulhamento noturno foram fundamentais. Somamos apenas um caso de roubo a rota no primeiro semestre de 2025. O esforço conjunto é o diferencial.”
A redução dos crimes nas rotas do PIM demonstra que, com planejamento, tecnologia e articulação entre instituições, é possível garantir mais segurança para os milhares de trabalhadores que movimentam a economia do Amazonas.
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