
O vereador Coronel Rosses (PL) protagonizou um episódio lamentável de desrespeito e abuso de poder na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Ao discordar de ritos regimentais, o parlamentar usou a tribuna de forma agressiva para atacar a dignidade da procuradora da Casa, Dra. Priscilla Miranda, afirmando textualmente que a profissional “não serve para nada”. A humilhação pública contra a servidora escancara uma postura hostil e um claro machismo institucional na tentativa de desqualificar o corpo técnico do Legislativo.
O ataque gratuito quebrou o decoro e causou indignação imediata nos bastidores. O vereador Everton Assis (União Brasil), que presidia a sessão, interrompeu o pronunciamento de Rosses para conter o abuso e exigir respeito à procuradora e às mulheres da Casa.
“Quando eu estiver aqui na Presidência, eu exijo respeito (…). Muito me orgulha estar ao lado da procuradora. Eu jamais serei descortês com um colega e principalmente com uma mulher”, reagiu Assis, isolando o agressor.
A gravidade da ofensa gerou forte rastro de revolta. Agora, a pressão de blocos parlamentares e de comissões de defesa dos direitos da mulher aponta para o acionamento da Comissão de Ética da CMM, onde o vereador deve responder por quebra de decoro diante da agressão verbal transmitida ao vivo.
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