
“O modelo precisa de apoio claro e lúcido do governo federal; nossas internet e telefonia celular tornam os negócios mais lentos; não temos hidrovias e deveríamos começar a tê-las pelo rio Madeira; Manaus, que sedia o Polo Industrial vive à beira de um caos portuário; os resquícios da recente recessão econômica de 30 meses deixou sequelas sociais e econômicas perversas; o parque industrial, que ameaça cair em obsolescência, precisa urgentemente incorporar a biodiversidade ao seu processo produtivo”, disse.
Segundo o prefeito, essas são medidas urgentes, que devem começar a ser implementadas imediatamente. “Restringir incentivos e desestimular as empresas a investir significaria ameaçar a floresta e abrir espaço para graves repercussões, aqui e no exterior”, advertiu, lembrando que o Amazonas é o maior pagador de tributos federais do Norte, que inclui Pará, Tocantins, Acre, Rondônia e Roraima. “É credor e não devedor”, afirmou.
O prefeito lembrou, ainda, que a Floresta Amazônica é um dos pontos mais fortes de mitigação das consequências inevitáveis, e já em curso, do aquecimento global e lamentou a conduta do presidente americano Donald Trump, que ele considera irresponsável, em retirar-se do Clube de Paris e tentar negar a existência do aquecimento global.
“É puro provincianismo ignorar a relevância planetária da Amazônia”, reforçou.
Arthur voltou a insistir sobre a importância estratégica da Amazônia e defendeu um olhar mais apurado, por parte do novo governo. “É tempo de parceria verdadeira entre o Brasil e sua região mais estratégica. Estou seguro de que o ministro Paulo Guedes entenderá isso. Quando o presidente Castelo Branco e o ministro Roberto Campos criaram a Zona Franca, pensavam, respectivamente, em segurança nacional e em desenvolvimento econômico. Hoje, temos o componente ambiental a tornar o quadro mais delicado ainda. Essa é uma verdade cristalina”, assegurou.
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